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segunda-feira, 22 de março de 2010

Câmara dos Estados Unidos aprova reforma da saúde proposta por Obama.



Acaba de ser aprovada pela câmara dos representantes dos Estados Unidos, a reforma da saúde proposta por Obama. A diferênça de apenas 9 votos (218 X 209) dá uma idéia da dificuldade que foi conseguir a aprovação. Além do mais, eram necessários pelo menos 216 votos favoráveis, sendo que 34 parlamentares democratas, portanto do partido de Obama, votaram contra.


O projeto segue para o senado,  onde poderá ser aprovado por maioria simples, o que significa que será aprovado com facilidade, para que possa ser sancionado por Obama.

Pois é! "Nunca antes na história daquele país", houve saúde pública gratuita para os seus cidadãos. Eles sempre tiveram que pagar por um plano de saúde particular, e estima-se que 46 milhões de americanos não conseguem fazê-lo.

A lei ampliará a cobertura médica para 32 milhões de americanos, que hoje não tem qualquer tipo de assistência, e 95% dos quase 300 milhões de habitantes dos EUA terão cobertura médica.

A vitória de Obama é Hercúlea, principalmente se considerarmos que desde Theodore Roosevelt (1901 - 1909) discute-se essa questão. Ela é tão polêmica, que 55% dos cidadãos americanos são contra. Afinal, serão gastos 940 bilhões de dolares em 10 anos, para uma finalidade outra que não a guerra.

Clique no título acima, para ler mais.

Fonte: UOL Notícias em São Paulo às 23h 45 de 21 de março de 2010.


sábado, 20 de março de 2010

A "Eficiência" Privada Apaga a Sua Luz.


Assistimos a uma incontestável piora da qualidade do atendimento à população pelas concessionárias de energia elétrica. O aumento da ocorrência de desligamentos e as demoras  significativas para o seu reestabelecimento, não tem precedentes.

Elas ocorrem por todo o país, embora a repercussão maior seja nas cidades mais populosas e importantes. No Rio de janeiro, porque além do mais, prepara-se para sediar os jogos olímpicos de 2016. Em Brasilia, porque acontece de as vezes "faltar luz", como ante-ontem,  justamente onde dela mais precisam: no Congresso Nacional. Em São Paulo porque é a cidade que não pode parar...

Ao longo dos últimos tempos porém, o Recife também tem sido uma grande vítima desse mesmo mal. 

Ao longo dos últimos meses, tem sido assustadora a frequencia com que se sucedem as faltas de energia, no bairro onde moro (Parnamirim). Na pane mais recente, faz apenas  dois dias, o tempo para re-estabelecimento foi sem precedentes: demoraram quase 13 horas!

A causa disso que estamos assistindo, é apontada na matéria pouco divulgada abaixo, publicada no Jornal  A Folha de São Paulo.

Concessionárias de energia elétrica que foram privatizadas, reduziram os seus investimentos, o que já se reflete na má qualidade do seu atendimento. A campeã da redução dos investimentos, é a privatizada CELPE (Companhia de Eletricidade de Pernambuco). A responsável pelas quase 13 horas sem energia que passamos ontem, e pelas que ainda vão acontecer.

Como não é possível retroceder no tempo e fazer mais adeptos a não privatização do setor elétrico, resta aos prejudicados exigirem da Aneel, que cumpra se puder, o seu papel fiscalizador. É quando muitos descobrirão tarde de mais, que na prática a teoria é outra. O ideal seria que a CELPE tivesse mesmo continuado estatal. Teríamos agora melhor qualidade de serviços e maior nível de investimento.


Continuemos então pagando energia cara e de má qualidade, conscientes agora de que quando não é mais possível corrigir só resta saber suportar. Afinal, melhorar é sempre muito mais difícil do que piorar.


A “eficiência” privada apaga a sua luz
março 7th, 2010 às 9:55
Ainda na Folha de hoje – e não foi colocado na internet – há um elucidativa matéria sobre as razões das constantes quedas de energia que se registram em todo o país. Temporais, calor, tudo isso evidencia que as redes de distribuição estão mal conservadas e sobrecarregadas. E a reportagem deixa clara a origem disso: as distribuidoras cortaram os investimentos: nas seis com piores indicadores, este corte chegou a 30%.
Olhe o gráfico abaixo e veja os níveis a que se chegou em algumas distribuidoras, embora todas tenham reduzido os investimentos.

É evidente que as empresas dizem que não é bem assim, e que a Aneel, de novo e de novo, diz que vai multar pesadamente as empresas, multas que elas pagam, é claro, com o dinheiro do consumidor. E as ameaçam, agora, com a “nova” regulamentação que faz com que os consumidores lesados sejam diretamente indenizados, na proporção do tempo em que cada um ficou sem energia.
E não aparece um repórter para perguntar o óbvio: quem vai controlar isso? O consumidor? A Aneel? Vão instalar “apagômetros” nos relógios?
A tal “nova” regulamentação – que já existia – já tem mais de três meses. Aposto que a luz já apagou na sua casa. Assim como aposto que não deram um centavo de desconto na sua conta.

sábado, 6 de março de 2010

Quase lá!

Durante a Feira Internacional do livro na Alemanha, versão 2009, uma grande novidade foi a ênfase sobre a expansão do livro eletrônico. 
O livro tal como hoje o conhecemos e a eles nos habituamos e até nos afeiçoamos, está com os seus dias contados.
Veja só o gráfico abaixo:

                                         A Fonte é a Revista Superinteressante de março/2010.

O Kindle, na foto acima, lançado pela Amazon, tem sido o primeiro dos "e-books" a satisfazer o requisito básico de proporcionar conforto (aos olhos) durante a leitura. Finge muito bem que é um livro, mas nele ainda não é possível passar a página.  

Já o IPAD, da Apple, que será lançado ainda este mês nos Estados Unidos, permite passarmos a página em lugar de apertar um botão.
E ele é muito mais que apenas um e-book. Entretanto, sua tela de LCD, não oferece o mesmo conforto para leitura que o Kindle, de acordo com os especialistas que o testaram. 

Quando alguém conseguir reunir em um só as vantagens do Kindle e do IPAD, diz-se que será o fim do livro.

Naturalmente que não há barreiras para os avanços tecnológicos que estão por acontecer nessa área.
Quem sabe teremos logo mais, e-books dos quais os saudosistas (eu serei um deles) possam sentir o cheiro do papel, acompanhar o amarelamento das páginas com o tempo,  quem sabe até o seu esfacelamento, o atrair das traças, e até mesmo os acidentes que possam vincar uma página, rasgá-la, ou sujar de chá, café ou chocolate...
E além de tudo isso, o que mais você possa imaginar. :-)))
Claro que esses custarão mais caro!

No mais, a matéria da Revista Superinteressante deste mês (Texto de Alexandre Versignassi), faz um interessante comentário. Em 1427, a biblioteca da Universidade de Cambridge tinha apenas 122 livros. Claro que manuscritos, e caríssimos. Três décadas depois, a Bíblia de Gutemberg "chegava à ruas". Hoje, a biblioteca daquela Universidde tem 7 milhões de livros, em 150 Km de prateleiras. Todos estes livros cabem em quatro discos rígidos de 500 gigabytes cada ( dois HD´s de 1 terabytes cada, ou um HD de 2 terabytes).

O Kindle, pesa 400g e nele cabe uma biblioteca de 1500 livros, que poderão ser baixados via 3G, de um acervo de 20000 obras disponíveis na loja Amazon.

Digamos que reler uma biblioteca assim fosse possível a uma média de um livro por dia, e seriam aproximadamente 4 anos, até que você precisasse "baixar outros 1500! :-)))

Nos países desenvolvidos a média de livros lidos em um ano é de seis livros por habitante. No entanto no Brasil, a média é de dois livros por habitante.
Sendo assim, no nosso país a capacidade de armazenamento atual de um Kindle atenderia a necessidade dos leitores durante 750 anos, contra apenas dois séculos e meio para leitores dos países desenvolvidos.

A propósito, não mais duvido da capacidade de leitura de alguns, a partir daquela história de alguém que maravilhado com a imensa biblioteca de um amigo, perguntou-lhe:
- Você realmente já leu todos esses livros?
Ao que ele respondeu:
- Não. Eu os escrevi. :-)))

Bom! ficarei por aqui, porque estou de saída para um dos meus lugares preferidos: A Livraria Cultura.
Mas e amanhã? Quando não mais houver a Livraria Cultura?
Claro que ela sempre existirá!

O acesso a ela porém será virtual, e continuaremos a poder ir até lá, só que sem precisar sair de casa!
E vai ser bom!

Como diria Sir Winston Churchill:
"Sou otimista, porque não vejo vantagem em ser pessimista".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Mensagem Brutal"



Christophe Dejours é um psiquiatra e psicanalista francês, fundador da chamada "psicodinâmica" do trabalho. A psicodinâmica é o estudo das relações entre respostas e estímulos. 

Sabemos que o neo liberalismo que se nos abateu após a queda do muro de Berlim, mudou para pior a organização do trabalho. 

As consequencias hoje já se podem medir, pelos efeitos decorrentes da perda da saúde mental de trabalhadores em todo o mundo. 

Em uma longa entrevista ao jornal português Público, Christophe Dejours revela aspectos cruciais sobre essa questão, e eu diria que alguns são realmente estarrecedores. 

Há 12, 13 anos, passaram a ocorrer suicídios e tentativas de suicídio, na França, no próprio local de trabalho. Segundo o especialista entrevistado, "um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal". 

Fatos da mesma natureza foram também observados em outros países europeus, como a Bélgica, onde a questão foi igualmente investigada.

A responsável por tais ocorrências é uma das maiores características atuais dos ambientes de trabalho nas empresas: a falta de solidariedade, decorrente da natureza competitiva estimulada entre colegas de trabalho.

De toda essa pobreza de comportamento, sempre achei emblemático (e ridículo) , o conto do "Leão e a gazela". Ele fez parte por uns tempos (talvez ainda faça) do repertório de consultores administrativos em suas palestras corporativas: 

"Toda manhã na África, uma gazela acorda.
Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões ou será morta...
Toda manhã um leão acorda.
Ele sabe que precisa ultrapassar a velocidade da gazela mais lenta ou morrerá de fome.
Não importa se você é um leão ou uma gazela...
Portanto, quando o sol nascer, é melhor você estar correndo!"

Acredito porém que você poderá considerar que ainda não viu nada, até ler a entrevista aqui postada. É incrível que em plena Europa do século XXI, treinamentos absurdos ocorram, algo verdadeiramente insólito, como é o caso de um treinamento que veio a tona, e é comentado pelo entrevistado, ao longo dessa entrevista, a qual lhe convido a ler.

Por outro lado, é dito que "entre 2006 - 2007 na Renault, aconteceram 5 suicídios consecutivos, sendo que 4 deles, atiraram-se do topo de escadas interiores do quinto andar, à frente dos colegas num lugar de muita passagem na hora do almoço. Na France Télécom aconteceram 25 suicídios".

Hoje na França ocorrem cerca de 300 a 400 suicídios no trabalho, por ano.

A questão merece portanto a devida atenção, e na opinião do psiquiatra e psicanalista Christophe Dejours, "Temos de aprender a pensar o trabalho colectivo, de desenvolver métodos para o analisar, avaliar – para o cultivar. A riqueza do trabalho está aí, no trabalho colectivo como cooperação, como maneira de viver juntos. Se conseguirmos salvar isso no trabalho, ficamos com o melhor, aprendemos a respeitar os outros, a evitar a violência, aprendemos a falar, a defender o nosso ponto de vista e a ouvir o dos outros."

Pois é, eu sempre soube que isso não ia mesmo dá certo! O tempo é mesmo o senhor da razão!

Para ler a entrevista, clique no título acima ("Mensagem Brutal") ou acesse:
http://www.publico.pt/Sociedade/um-suicidio-no-trabalho-e-uma-mensagem-brutal_1420732

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre o PIG.


A sigla P I G (Partido da Imprensa Golpista) foi cunhada pelo Jornalista Paulo Henrique Amorim. No seu Blog, (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/) ele costuma exercitar o que podemos chamar de jornalismo independente. Em tempos de novos espaços para divulgação das opiniões, a internet é o que podemos hoje considerar, o espaço democrático por excelência. 

O mesmo não podemos dizer no Brasil, da mídia tal como constituída e organizada, para a defesa de interesses pessoais dos seus donos. Considerando que as rádios e TV´s são concessões públicas, não deveriam muitas delas terem renovadas essas concessões, face aos descalabros que já cometeram; interferindo inclusive no resultado de eleições, como na fraude por ocasião da eleição de Brizola para governador  do Rio de Janeiro, e posteriormente na edição tendenciosa do debate final entre Lula e Collor, na eleição presidencial de 1989. 

De acordo com comentários no Blog do PHA, "nos Estados Unidos, Obama não dá entrevista a FOX News, de Rupert Murdoch, porque a Fox não é um orgão de imprensa, mas um apêndice do Partido Republicano."
"No Brasil o chamado PIG é um apêndice do PSDB, dos Demos e do Golpe."

Ao clicar no título acima, "Sobre o PIG", ou no link: http://vimeo.com/7459748 você poderá assistir a um interessante vídeo que busca conscientizar para a importância dessa questão, e que termina por ajudar a entender a posição de Hugo Chávez, no tocante a essa questão na Venezuela.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Arte de Responder.


Mais interessante do que a arte de perguntar, é a arte de responder. 

A arte de bem responder, entretanto, requer sensibilidade, senso de oportunidade, e sobretudo inteligência e preparo.

Como essas não são qualidades democraticamente distribuídas, sobretudo entre os políticos, é incomum que alguém se destaque pelo brilhantismo, durante uma entrevista.

Gostaria de recomendar a todos a leitura da entrevista à página 42 da Revista Época desta semana (22 de fevereiro de 2010), com a candidata à presidente, Dilma Rousseff.

Eu destacaria para exemplificar o que disse, os seguintes trechos:

Época - A aproximação do Brasil com o Irã não afiança os abusos cometidos contra os opositores do regime?
Dilma - Quando a gente faz a mesma coisa com os Estados Unidos, estamos afiançando Guantanamo (prisão em Cuba para os acusados de terrorismo)? Ou o que aconteceu em Abu Ghraib (prisão do Irque onde iraquianos foram torturados por americanos)? Não estamos fazendo isso. Estamos nos relacionando soberanamente. Essa posição de interferência na política interna dos outros já levou a muitos problemas no mundo. Um exemplo é o Haiti, produto de uma política internacional que se julgava no direito de exigir A, B, C, ou D do povo haitiano. Deu no que deu, um desastre.

Época - Vários governos da América Latina, em especial a Venezuela, tentam controlar a mídia e cercear a liberdade de opinião. Qual é a sua opinião sobre o governo do presidente Hugo Chavez?
Dilma - No governo brasileiro somos a favor da liberdade de imprensa e de livre manifestação, um direito fundamental da democracia. Não queremos cercear, controlar o conteúdo de jornais ou fazer algo similar. Mas não nos relacionamos com países exportando nosso modelo para ninguém, nem impondo esse modelo. Não fazemos isso. É muita pretensão quem pensa que define de fora a política interna de um povo. Ela tem suas características, suas especificidades e suas realidades sociais. A Venezuela é uma realidde, nós somos outra. Temos uma relação com a Venezuela sim, e mantemos essa relação. Temos também uma relação com o presidente Álvaro Uribe (da Colômbia), que está pedindo o terceiro mandato - e não tenho visto por aqui ninguém questionando o terceiro mandato dele.

Época - Quando a senhora diz ser radicalmente contrária a privatização do patrimônio público, isso soa como crítica às privatizações do governo FHC, como se elas tivessem sido danosas...
Dilma - Não chegou a ser tão danoso como foi para países vizinhos, porque não conseguiram fazer tudo. Mas pegaram a Petrobras e começaram a tentar reduzi-la a uma dimensão menor. Impediram a verticalização da empresa, que ela tivesse ganhos de escala.

Época - Mas a privatização da Petrobras estava impedida por lei ...
Dilma - Achamos estranha aquela história do nome Petrobrax. Era uma tentativa de abrir o capital mais do que devia. A única parte do Brasil no nome da Petrobras é o "bras". Se é capaz de transformar um S em X, tem dó ... As intenções são muito claras.

Época - E a privatização da Vale? E das Teles?
Dilma - Com as teles, acho que foi diferente. Em relação à Vale, vamos ter de fazer exigências a respeito do uso da riqueza natural. Isso não significa reestatizar. Ela pode ser perfeitamente privada, desde que submetida a controles. Só não acho possível concordar que a Vale exporte para a China minério de ferro e a gente importe bens e produtos siderúrgicos. Essa não é uma relação do nosso interêsse como nação. Não vejo grandes problemas no setor elétrico. A privatização de Furnas foi impedida porque o pessoal se mobilizou. A visão que se tinha de não planejamento e de não visão de longo prazo no caso da energia deu no que deu em 2001 (ano do apagão). Sou contra privatizar o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. Minha gratidão com a história é que ela provou que a gente estava certo. Ai de nós se não estivéssemos os três bancos! Só conseguimos enfrentar a crise econômica porque tinhamos estrutura para enfrentá-la. Porque na hora da crise, quando o pavor bate ...

Época - Podemos mudar de assunto?
Dilma - Não, é que quero explorar muito essa história do Estado, sabe? O Estado mínimo tem uma perversidade monstruosa. Sabe qual é? 

.... e a entrevista continua...

Para os interessados, visitem:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Possível Comunicação com Pacientes em Estado Vegetativo.


A extensão do texto a seguir

é compensada pelo conteúdo

verdadeiramente interessante,

atual e naturalmente importante!


    
Imagens do cérebro permitem que um paciente em estado vegetativo possa se comunicar.

A pesquisa é um desafio às nossas idéias sobre consciência.


Quinta feira, 04 de Fevereiro de 2010

Algumas pessoas pensam que em estado vegetativo - uma persistente falta de sensibilização seguida a um dano causado ao cérebro - pode-se estar mais acordado do que previamente se pensava, e de acordo com novas pesquisas, capaz até de se comunicar. 



 Um paciente em estudo publicado hoje no New England Journal of medicine (NEJM), foi capaz de corretamente responder a uma série de perguntas do tipo sim ou não, sendo as suas respostas interpretadas via imagens do cérebro.



Mind reading: A patient with no outward signs of awareness was able to answer yes-no questions via functional magnetic brain imaging.
Credit: UK Medical Research Council
A pesquisa destaca o quanto pode ser difícil diagnosticar pessoas nessa condição, e como novas tecnologias podem ser capazes de ajudar.

Ela também abre novos caminhos para a comunicação com aqueles pacientes considerados perdidos para o mundo, e levanta questões éticas e filosóficas sobre a definição de consciência e como acessá-la.

Em minha visão, este artigo científico é uma descoberta da ciência cognitiva e da neurologia, e será a base para uma discussão mais aberta sobre o que realmente significa estar acordado, alerta, e humano," Diz Allan Ropper, um neurologista do Brighham and Women´s Hospital em Boston, que escreveu um comentário no artigo do NEJM.

Em 2006 Adrian Owen, um neurocientista do Medical Research Council (MRC) em Cambridge, Inglaterra, e colegas, publicaram uma surpreendente descoberta. Uma imagem de ressonância magnética funcional, uma medida indireta da atividade cerebral, revelou que um paciente que não apresentava sinais de sensibilização vários meses após um acidente de carro, podia responder mentalmente a uma complexa série de comandos quase da mesma maneira que uma pessoa saudável.

O novo estudo originado dessa pesquisa mostra que o caso anterior não era um incidente isolado, e que a imagem do cérebro pode atualmente ser usada para se comunicar com pacientes sem respostas.

Essas condições, chamadas de desordens da consciência, são frequentemente erradamente referidas como comas. Entretanto, comas duram tipicamente dias ou semanas. Depois disso os pacientes acordam ou passam a um estado vegetativo (no qual tais pessoas são totalmente inconscientes do ambiente) ou um estado mínimamente consciente (no qual eles podem ocasionalmente chorar ou rir, alcançar objetos, ou mesmo responder a simples questões). Pacientes são tipicamente diagnosticados ao lado do seu leito por meio de uma série de exames neurológicos que acessam o seu estado de consciência do seu ambiente.

No presente estudo, pacientes diagnosticados como vegetativos ou minimamente conscientes foram solicitados a imaginarem-se jogando tenis - uma tarefa motora - ou imaginarem-se caminhando pelas ruas de uma cidade que lhes fosse conhecida ou sua casa - uma tarefa espacial.  

 Em pessoas saudáveis, cada uma dessas tarefas ativa uma parte característica do cérebro, permitindo aos cientistas a partir do escaneamento do cérebro saber qual das situações a pessoa está visualizando.

A tarefa é também do ponto de vista cognitivo considerada complexa: O paciente deve compreender o comando, relembrá-lo durante o teste, e então realizar a vizualização.


Os pesquisadores encontraram cinco de 54 pacientes que presumia-se em estado vegetativo que foram capazes de intencionalmente controlar sua atividade cerebral, sugerindo que, embora raro, algumas pessoas com poucos ou nenhum sinal de sensibilização, tinha sinais mensuráveis de consciência.Todos aqueles cinco tinham sofrido danos cerebrais resultantes de trauma, mais do que privação de oxigênio, confirmando que esse grupo tem uma perspectiva mais promissora de recuperação.

A equipe foi além para mostrar que em um paciente, de 22 anos de idade tinha sido diagnosticado como em estado vegetativo depois de um acidente de carro cinco anos antes, dessa tarefa de imaginação ter sido utilizada para estabelecer a comunicação.

O paciente foi instruido para imaginar jogando tenis se a resposta a uma pergunta fosse sim, e imaginar em sua casa se a resposta fosse não. Ele foi capaz de responder cinco de seis questões, e respondeu todas elas corretamente. Os cientistas não souberam as respostas as perguntas antes do teste, confirmando-as depois com a mãe do paciente. Para a última pergunta, em lugar de que tivesse dado uma resposta incorreta, ele não mostrou nenhuma atividade cerebral.  Os pesquisadores dizem que ele pode ter adormecido, sofrido um lapso de consciência, ou escolhido não responder.


 "Este é um primeiro caso, mais pelo menos ele mostra que a tecnologia está desafiando os limites   dos exames clínicos realizados no leito," diz Steven Laureys, chefe do grupo de ciencia do coma na universidade de Liege, na Belgica, e um dos autores do paper. "Eu estou convencido que nós necessitamos adaptar nossos padrões de cuidados e as nossas estruturas éticas e legais para levar em conta esta nova tecnologia. Os pesquisadores não testaram os outro quatro pacientes que poderiam ter imaginação mental, principalmente devido a dificuldades de fazer os testes.

As descobertas abrem a possibilidade de que alguns desses pacientes possam ser capazes de participar de decisões a respeito dos seus próprios cuidados médicos, embora um certo número de questões cientificas, éticas e legais necessitarão ser discutidas antes de dar esse passo.

No recente experimento, por exemplo, cientistas não perguntaram ao paciente se ele sentia dor, em lugar disso fixando-se a questões factuais com respostas que eles pudessem depois confirmar. 

Antes de atacar importantes questões como a dor, tratamento, fim da vida, e daí por diante, há uma porção de coisas que nós devemos discutir na comunidade médica como um todo," diz Laureys.
Saber exatamente o quanto tais pacientes possam estar acordados, ainda não está claro. 
Pessoas em um mínimo estado de consciência tendem ter niveis flutuantes de consciênica, respondendo a simples questões ou comandos sem muita confiança.

E ao contrário de pacientes com "locked-in syndrome", na qual um específico tipo de "brain-stem stroke" deixa a pessoa profundamente paralizada mas amplamente intacta cognitivamente, essas pessoas tem claramente dano cerebral e provávelmente sofrem de severas deficiências. "Mesmo que elas possam dizer sim ou não a uma pergunta simples, se elas retém suficiente capacidade cognitiva para responder a mais complicadas questões, nós não sabemos." Diz Martin Monti, um  pesquisador em pós doutorado do MRC e o autor principal do paper.


Intrigantemente, antes do recente experimento, médicos especializados eram incapazes de estabelecer qualquer tipo de comunicação com o paciente de 22 anos. (alguns pacientes, por exemplo, podem piscar em resposta a sim ou não às perguntas.) "Isso deve significar que em algum lugar o seu sistema não pode produzir comportamento que se adeque ao seu nivel de funcionamento cognitivo." Diz Monti. "Ele claramente podia entender a fala, nos ouvir e imaginar coisas. Estes são todos comportamentos razoavelmente complicados.

Pesquisadores estão agora tentando desenvolver metodos alternativos de medição de atividade no cérebro desses pacientes. A MRI funcional é muito cara, leva muito tempo, e aspectos tecnicamente desafiantes devem permanecer durante o escaneamento, um problema para aqueles que não podem confiávelmente seguir orientações. Dispositivos de eletroencefalograma (EEG), os quais medem a atividade elétrica do cérebro via sensores na superfície do couro cabeludo, são mais baratos e mais portáveis que scaners MRI e estão atualmente sob estudos por Laureys e outros. Pesquisafores também apontam para o desenvolvimento de interfaces cognitivas do cérebro as quais permitirão os pacientes interegirem com o seu ambiente, similares aqueles sob desenvolvimento para pessoas severamente paralizadas.

"Eu penso que você verá que essas ferramentas serão desenvolvidas relativamente rápido, porque há um senso de urgência." Diz Nicholas Schiff, que está coordenando uma pesquisa similar na Weill Cornell Medical College, em Nova York. "Nós queremos saber o quanto confiavelmente elas podrão se comunicar, e se podemos dar a eles diferentes metodos para iniciar a comunicação.

Para conhecer o artigo na íntegra, visite: 
http://www.technologyreview.com/biomedicine/24475/

domingo, 31 de janeiro de 2010

O Excelente RAP do Boris.


Após dois lixeiros desejarem a todos um feliz Ano Novo de 2010,  
durante um telejornal nacional, 
os que assistiam ouviram o seguinte comentário infeliz do seu âncora,  
que achando que o microfone estava desligado, 
comentou com ironia e desprezo:


"Que merda! ... dois lixeiros desejando felicidade ...
do alto das suas vassouras ...
dois lixeiros ...
O mais baixo da escala de trabalho ... "
 
(Boris Casoy)


A repercursão e algeriza provocados,  
certamente ficarão para sempre registrados no excelente rap de letra inteligente, 
cujo vídeo você poderá ver no Youtube, 
clicando no 
titulo acima ("O Excelente Rap do Boris").

Letra do rap: 
"Isso é uma vergonha".
(Voz e letra de Garnett)

É pra quem quiser ouvir
isso que eu vou dizer.
Com o microfone em aberto
doa a quem doer.
Ele é tampa na Band
era um respeitado âncora.
Agora já era uma lamentável anta.
Se desculpou pelo ódio ter sido 
transmitido.
O que vale é o pensamento por ti emitido.
Independente disso que tu disse 
ou tu pensa.
Nêgo dispensa suas desculpas e 
aparência.
Falsário, facista, otário, classista.
No noticiário um comentário elitista.
O seu silêncio o povo pede.
Se fez merda, não mexe.
Mais mexe mais fede. Isso.
Falando de mau cheiro
é quem tu chama de lixeiro
que inibe a multiplicação
da sua espécie. Lixo.
Quanto sou feliz sem diploma de médico!
Existe até ouvir profissional ante ético.
Se doenças o fizeram excluido na infância
nem isso amenizou sua arrogância.
Se eu fosse você teria vergonha 
novamente de dizer:
"isso é uma vergonha".
"A televisão não gosta de se corrigir.  
Dizer: olha nós errramos. 
A não ser quando ela é obrigada 
a fazer isso" (Boris Casoy).
A gente se desculpa pelo que 
não quis fazer.
Você quis dizer. 
Só não quis que viesse a perceber
o tipo de infelizes que você é.
Falam o que quiz agora ouve 
o que não quer.
Na redenção não foi verdadeiro.
Sem opção ou pedia perdão
ou um novo emprego de lixeiro.
Isso se o lixo concordasse 
de ser recolhido por alguém da sua classe.
Mas a pior sujeira não sai com sabonete.
Amiga, vai varrer a sua para baixo 
do tapete.
Lamentável, seu falso arrependimento
não faz do seu conceito lixo reciclável.
Mas cada um acha o que quer.
Não é mesmo?
E você achou.
Confusão com um país inteiro.
Se redimir pelo que é, é estupidez.
Comentário infeliz, infeliz é quem o fez.

"Num vazamento de audio,
eu fiz um comentário infeliz,
que pode ter ofendido 
determinados profissionais da mídia.
Aos que se sentiram ofendidos,
eu peço minhas profundas desculpas.
F u t e b o l."
 
(Direção, imagens e edição: Maia)

De parabéns:
Maia (Direção, imagens e edição), Garnett ( Voz e letra ):
(Selo): Pegada de Gigante,
(Assistência/Criação): Robson Ribeiro, Evelyn Albuquerque, Douglas Campolim, Marcos Maia e Daniel Olmedo
(Direitos de Imagem gentilmente cedidos por)
Bruno Ruguê
Diogo "Jhow" Castilho
Hion Silva
Rafael Dan
Rafael Scotto
Rudão Brandolin



Valeu!!!

O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!