Apenas mais um Blog.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sem Hipocrisia ?


No acompanhamento dos fatos "políticos" do Brasil, é impossível não perceber que hoje, as coisas acontecem como se o crime organizado já ocupasse postos estratégicos dentro e fora do governo. 


Os bandidos comandam, e tem a ajuda da imprensa dominante, capaz de iludir até as pessoas de bem que não fazem um exercício crítico do que leem.


O blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, é uma fonte confiável de onde os interessados em conhecer os bastidores tenebrosos da nossa "política", encontram informações muito importantes e esclarecedoras.


É de lá a matéria a seguir, sobre um recente pronunciamento do Senador Pedro Simon, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília, cujo tema principal foi  o combate a corrução e á impunidade.


Pedro Simon defende Protógenes e De Sanctis: não quer que eles sejam presos

                                                   12/março/2009 20:25

Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes

Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) não tem dúvida: o maior problema pelo qual passam o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto De Sanctis atende pelo nome de Daniel Dantas.


“Tu tens alguma dúvida de que se o juiz o delegado não tivessem mexido com o banqueiro não teria acontecido nada?”, indagou Simon em entrevista por telefone ao Conversa Afiada.


Para o senador gaúcho, a situação pela qual ambos passam está atrelada a um dos principais males do Brasil, a impunidade, que não vai acabar enquanto apenas “ladrão de galinha”, vai para a cadeia.


“Foi um escândalo quando se colocou um banqueiro (Daniel Dantas) na cadeia”, disse. O combate à corrupção e à impunidade foram o tema principal do discurso que Simon fez, na manhã de hoje, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.


Simon manifestou receio de que os envolvidos nas investigações da Operação Satiagraha – delegado Protógenes Queiroz, juiz Fausto De Sanctis e procurador Rodrigo De Grandis – acabem sendo presos. 


“De toda aquela confusão o que vai acontecer é que daqui a pouco, o delegado, o promotor e juiz vão terminar na cadeia”, disse Simon. “O juiz (Fausto de Sanctis) já tem processos. Se tivesse prendido o ‘João da Silva’, tenho certeza que ele não responderia processo nenhum”, completou.


Simon evitou comentar a atuação do presidente do STF, Gilmar Mendes, em relação à Satiagraha. Criticou, contudo, a proposta, defendida por Gilmar, de instituição de controle judiciário das atividades da Polícia Federal. “É um equívoco, a Promotoria já faz esse controle”, argumentou.


No lugar do controle externo da polícia, Simon propõe, por meio de um projeto de sua autoria, o fim do inquérito. Defende que a investigação policial comece imediatamente, com autorização de um juiz. “O inquérito hoje dura três, meses, seis meses, um ano. E não vale nada. Depois que o promotor faz a denúncia e, se o juiz aceitar, é que vai começar tudo”, afirmou. 


“Acho que o presidente do Supremo podia pensar nisso”, completou.


Fonte: Blog de Paulo Henrique Amorim (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Onde está a Novidade?


Em entrevista do Senador Jarbas Vasconcelos à revista Veja, ele afirma que  "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção." Uma afirmação sem novidades, apesar de inusitada. 

Afinal, como ele nunca havia dito isso,  seria de se esperar depois de tanto tempo, que nunca dissesse. 

Porque agora e para que? 

Recomendo, a quem tenha interêsse em manter-se informado sobre o que acontece nos bastidores dessa nossa política com "p minúsculo", a leitura no blog do jornalista Luís Nassif de:  "A estratégia Jarbas" (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/).


Os comentários são pertinentes, e para mim antecipam quem será o candidato a vice na  chapa de Serra. 

Se a intenção for a de angariar votos para Serra no nordeste, há um aspecto que parece não está sendo levado em consideração. O Senador Jarbas não se arriscaria a disputar a eleição para governador em pernambuco, onde perderia para o atual governador Eduardo Campos, com uma diferênça de votos ainda maior, do que aquela com que  perdeu o seu candidato na última eleição.

Do jeito que as coisas andam, Lula que na opinião de Paulo Henrique Amorim "já comeu a oposição", vai digerí-la com facilidade, até as eleições de 2010.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

De:Mandela Para:Obama.

O ex - presidente da Africa do Sul Nelson mandela, congratulou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da America, Barack Obama, em uma carta manuscrita a ele enviada, antes do dia da sua posse, nesta têrça.

"Há uma emoção especial no nosso continente nesta têrça, Senhor Presidente, pois sabemos que o senhor tem fortes laços pessoais com a Africa, e nós compartilhamos dessa emoção e orgulho."  Essa carta, distribuida pela Fundação Mandela, foi lida por Mandela.

"Você estará sempre nos nossos pensamentos como um jovem que ousou sonhar e lutar por seus sonhos."

Ele disse que a sua posse era verdadeiramente histórica, não somente para os USA, mas para o mundo, e que a eleição para este alto cargo tem inspirado as pessoas, como poucos eventos o tem feito ultimamente.
Click here!
"Em meio a todo o progresso que a humanidade fez ao longo do último século, no mundo no qual vivemos, permanecem as grandes divisões, os conflitos, as desigualdades, a pobreza e a injustiça."

Ele disse que arredor do mundo estabeleceu-se um sentimento de esperança, quando muitos problemas tem permanecido sem solução e aparentemente incapazes de serem resolvidos. 

"Você, Sr Presidente, trouxe uma nova voz de esperamça que esses problemas possam ser equacionados e que nós possamos na realidade mudar o mundo e torná-lo um lugar melhor." Disse Mandela.

Ele disse que a sua posse por alguns dias relembrou a ele a emoção e o entusiasmo "no nosso próprio país" à época da sua transição para a democracia.

"Pessoas não somente em nosso país, mas arredor do mundo, foram inspirados a acreditar que através do esforço comum, a injustiça poderia ser vencida e que juntos uma vida melhor poderia ser conquistada."

Mandela disse que a presidência de Obama trouxe a esperança de novos começos na relação entre nações, em desafios tais como na economia, no meio ambiente, no combate a pobreza e na busca da paz.

"Nós estamos cientes de que as expectativas nos resultados da sua presidência são elevadas e que as demandas  serão grandes. Nós então desejamos mais uma vez a você e a sua família força e grandeza nos dias e anos desafiadores que virão."

Fonte: Site IOL (Clique no título para ler em Inglês)
 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Deus é Contra a Guerra ... "

Passam de 300 as crianças que foram mortas.

Certo dia, comprei um cachorro. Um belo e bem cuidado cão boxer. Por ele paguei um bom prêço. O antigo dono, quase arrependera-se de vender. Se o fez mesmo assim, foi só para manter a palavra. Por isso foi fácil aceitar que eu o levasse, na condição de desfazer o negócio, caso o cachorro não aprovasse durante uma fase de experiência.

Em pouquíssimo tempo, meus três filhos pequenos estavam apegadíssimos ao Bismark. Era assim que ele se chamava. Um belo dia, ainda no período experimental, Bismark precisou ficar sozinho em casa. Cuidei para que ele ficasse ocupando apenas o espaço de um terraço. Deixei fechada a porta que dava para dentro de casa. Mas ao voltarmos, a porta que não ficara bem trancada, estava aberta. Bismark passara todo o seu tempo, mesmo dentro da casa. 

Ele havia se comportado MUITO mal. Havia puxado o rolo de papel higiênico do banheiro, que agora espalhava-se por entre as cadeiras da sala e pernas da mesa, roído duas caixas de som, aberto a porta de um armário e espalhado pelo chão da cozinha as caçarolas. Ele também fez um imenso buraco no meu colchão, onde ali depositou as suas"necessidades" ...

Você estaria deduzindo errado, se pensasse que por isso devolví Bismark.
Ele morreu de velhice, 12 anos depois, portanto cansado dos seus longos anos caninos, e cercado de todos os nossos cuidados.  

Pois bem, acabo de assistir a um Jornal do Meio Dia na TV. Não me contive com a parcialidade complascente da mídia ocidental, no rosto sem expressão do repórter que anunciava até aqui, o dia de bombardeios mais intensos de Israel contra a faixa de Gaza. 

Um prédio da ONU acaba de ser bombardeado, três dos seus funcionários foram feridos, foram destruidos mantimentos de ajuda humanitária. Um hospital já fora atingido, e não é certo quantos civis resultaram mortos. Entre eles poderão estar crianças e velhos, pois o exército Israelense tem matado indescriminadamente, além de usar o phosphoro branco. Artefato proibido, e que provoca terríveis queimaduras no corpo e danos irreversíveis a quem o aspira. Para maiores detalhes, pergunte ao Alí Químico.

A metáfora então me veio expontâneamente: 
Israel está para o meu cão Bismark, assim como a ONU está para mim.

Fica a reflexão sobre se teria razão, quem um dia afirmou:

"Deus é contra a guerra, mas fica do lado de quem atira melhor." 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Começou o Ano Novo.


Melhor será que você primeiro visite o link (http://www.obleek.com/iraq/). Nele verá a face obscura do mundo, revelada na guerra do Iraque. Em outros lugares, como na faixa de gaza, prosseguem as demonstrações cabais do que disse Sófocles, no século IV a.C.: "Há muita violência na vida, e nada é mais violento do que o homem."

Depois, para contrastar, assista o vídeo acima, do autor Matt (http://www.wherethehellismatt.com).
Ele parece lembrar que "Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, são as idéias." (Victor Hugo, séc. XIX).

Começou o ano: vamos lá sentir as nossas tristezas e alegrias.
  

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Chegou! Em Dois mil e 9.



Tem muita gente dizendo que o ano que vem é 

DOIS MIL
INOVE

Você acha que é por acaso?


A ciência já disse que ilusão e realidade ficam no mesmo lugar do cérebro.

Logo, é uma questão de decisão a vida que queremos.

Por isso, quem opta pelo medo só encontra muros.

Quem escolhe a esperança só encontra túneis.

Onde colocamos nossa atenção ela funciona como adubo ou energia.

O pensamento dirige a atenção, os olhos também.

Mas os ouvidos são o pior motorista da atenção. 
Eles acreditam nos outros, enquanto os olhos acreditam em sí próprio.

Em 2009, inove-se. Criative-se.

Não dê ouvidos aos pessimistas de plantão.

Aos catastróficos mórbidos que têm prazer de que todos estejam juntos na pior.

Se o medo está no ar, assopre boas idéias. Você não imagina o fôlego que tem.

Repire fundo. Inspire-se.

E ponha fé na sua capacidade de encontar soluções. Não precisa inventar a roda.
É só fazê-la girar. Girar de outro modo.

Seja criativo. Está no seu DNA. Você é filho do criador.

Dois Mil Inove
Para ser Feliz.

Assim, o outro ano vai ser 10.

Fonte: desconheço a fonte dessa mensagem realmente muito criativa , a qual você  já pode ter visto na TV.



terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Perspectiva 2009.


Não compartilho de pessimismos em relação a 2009.

Pensar que a crise internacional não terá efeitos por aqui, é absurdo. Suas consequências já estão sendo sentidas, e refletem-se na maior dificuldade de crédito, na alta do dólar, na retração do consumo e, fatalmente na menor taxa de crescimento do PIB durante o próximo ano.


Fico porém com a opinião dos especialistas que acham, que o Brasil poderá atravessar essa crise, crescendo mais do que conseguiu crescer no passado, em tempos de não crise.


Enquanto os países desenvolvidos fazem projeção de crescimento negativo, o Brasil trabalha para crescer em torno de 4% em 2009.


Por paradoxal que pareça, logo mais estaremos vivendo aqui, o ano dos "Megaprojetos". Pode-se destacar 14 deles, cujos investimentos são da ordem de R$ 170 bilhões.

O maior deles, é o do Rodoanel, em São Paulo, cuja data prevista para inauguração, é 27 de março de 2010, à 11h 45.


Aquí em Pernambuco, estado onde o Governador Eduardo campos alcançou 80% de aprovação, o índice de crescimento em 2008 foi superior à média nacional.

De acordo com o Jornal Diário de Pernambuco de hoje, cuja manchete é "Pernambuco Blindado", o estado apresenta condições de enfrentar a crise mundial, sem desacelerar os investimentos em 2009.


Enquanto isso, o Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em entrevista à revista Isto É Dinheiro, fala sobre as excelentes perspectivas de investimento no Brasil para 2009, às quais serão maiores do que em 2008.

Em 2008 o desembolso do banco foi de R$ 90 bilhões, e em 2009 está previsto ultrapassar os R$ 100 bilhões.
Investidores extrangeiros avisam haver parado de investir no mundo, mas não no Brasil. Além de tudo que já se tem de concreto, diz o presidente do BNDES, que poderão acontecer algumas boas surprêsas. Por exemplo, há consultas para instalação de duas novas siderúrgicas.

A ministra Dilma Russeff ao comentar sobre as perspectivas do país para o próximo ano afirma : "Não vamos parar por uma razão simples: não quebramos".

Justificando o seu otimismo em relação ao futuro próximo, ela diz:
"Nós temos três grandes alavancas para o crescimento: a primeira é uma política macroeconômica sólida, contrôle da inflação, câmbio flexível e robustez fiscal, com acúmulos de reservas e garantia do investment grade. A segunda é o mercado interno: crédito, ampliação do emprego, ganho real de salário e programa social. A terceira é a política externa diferenciada e multilateralista."

Uma das boas possibilidades que me chamou a atenção, foi a de redução dos juros ao longo de 2009, como forma adicional de estimular o crescimento em face da ocorrência de deflação.


Mas que tal concluir com um pouco de política?
A jornalista Denize Baccocina, da Revista Isto É dinheiro perguntou, e a ministra Dilma Russeff respondeu:

- O presidente Lula já disse que a sra. é candidata dele. Será também um ano de consolidar esse processo?

- Ele disse, mas para mim ele não falou. Eu acho que o presidente Lula estava raciocinando em voz alta. Eu acho que isso é uma das possibilidades, mas ainda não está em pauta e na ordem do dia. Não é um convite para dançar.


Recomendo a leitura: Revista Isto É Dinheiro de 31 de dezembro de 2008.
(Clicar no título para acesso a entrevista com o presidente do BNDES, e outras matérias pertinentes)

(Pessimismo, combate-se ou reafirma-se, com informação.)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal !

No lugar das coisas possíveis, os homens escrevem os seus nomes. Mas quando o impossível se faz carne, alí se escreve o nome de Deus."

Rubens Alves (Filósofo, Teólogo e Escritor - Mineiro)





(Mais uma evidência da rápida passagem do tempo: O Blog completou ontem o seu primeiro ano!)


Natal Secreto.


"O que há de bonito nos novos tempos não é esconder a própria convicção, mas respeitar a do outro."


Sob o título de "Natal Secreto", lí um artigo publicado hoje no Jornal Diário de Pernambuco, de autoria da Jornalista de economia, Miriam Leitão. Ela que no momento encontra-se de férias em Nova Iorque, comenta sobre a atitude por lá amplamente disseminada, de desejarem uns aos outros "Feliz Feriados", em lugar de "Feliz Natal."

A propósito, essa é uma atitude que vem se tornando comum não somente na Nova Iorque atual, mas no restante do mundo ocidental. Principalmente na europa.

Diz ela:

"Os americanos não desejam mais Feliz Natal. Não pela crise e pelas profecias terminais dos economistas. Vem de algum tempo essa moda. Eles trocaram o específico Merry Christmas pelo genérico Happy Hollidays. A idéia, disse um novaiorquino, é que "Feliz Natal" seria uma agressão a quem não é cristão. Nas lojas, nas propagandas e entre pessoas, o Feliz natal está em baixa.

Gosto do que o politicamente correto tem de melhor: o respeito ao outro e a submissão das maiorias aos direitos, sentimentos e perspectivas das minorias. Mas daí a pôr o Natal na clandestinidade já é puro exagero nascido em Nova York. A cidade acredita não ser mais de maioria cristã. Hoje, os cristãos seriam, me explicou o novaiorquino, "majoritariamente minoritários". Nova York tem grandes comunidades judaicas, muçulmanas, budistas, religiões tão diverss quanto diversa é a sua população, formada por ondas de migrantes, que vão, em segunda e terceira geração, virando americanos.

Nas propagandas da televisão e dos jornais, ao fim de cada compra, na despedida de um encontro, o correto agora é desejar que a pessoa tenha "Feriados Felizes". Confesso que sou do tempo de que sem um caloroso Feliz Natal, o Natal não era o mesmo. Feriados podem ocorrer em qualquer época do ano; este é especial.

A propaganda tenta recriar aquele clima de amor ao próximo, carinho entre as pessoas, que sempre esteve ligado ao clima natalino, mas fica esquisito quando, ao fim do anúncio, as pessoas se desejam apenas uma boa temporada de feriados. Pode-se dizer que ele seria o equivalente ao nosso simpático "Boas Festas". Só é se não for uma forma de contornar a palavra Natal.

No domingo, dia 21, véspera da festa judaica das luzes, o New York Times trazia explícitos anúncios de "Happy Chanukah" das lojas Sacks, Bloomingdale's, Macy's e Brooks Brothers. Várias. Não se tem notícia de que algum não judeu tenha se ofendido com o desejo de que todos passem bem no dia que, para os judeus, é a lembrança da luta eterna contra o arbítrio, das luzes da fé que não apagam, da força da reconstrução. Por que os cristãos deveriam esconder o Natal, tempo de amar o próximo, de ver o outro e suas aflições, de distribuir carinhos entre as pessoas, como se isso fosse ofensivo?

Um dos maiores avanços da civilização ocidental foi a separação entre a igreja e o estado. O trabalho ainda está inconcluso, tanto que o Brasil teve batalhas judiciais, este ano, para liberar as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias ou interromper a gravidez de fetos sem cérebro, porque os religiosos eram contrários. Idéias como o ensino do criacionismo em escolas rondam os países. Esquisitices como imprimir profissões de fé nas cédulas de dinheiro persistem.

Os estados precisam ser laicos, mas é um exagero, quase cômico, esconder a palavra Natal para provar tolerância às diferenças religiosas. Um pastor presbiteriano me contou que era capelão numa cidade do interior dos Estados Unidos, quando um dia, terminou uma oração pública falando "em nome de Jesus". Foi perguntado pela imprensa - que o criticou fortemente - por que dissera aquilo. "Eu respondí: ora, porque eu sou cristão."

O novaiorquino com quem eu conversei sobre esse fenômeno é católico. Disse que sempre fala "Happy Hollidays" para não ferir susceptibilidades de algum grupo religioso a que, por acaso, pertença o seu interlocutor. Contou, ainda, que outro dia, ao fim de uma conversa, ele deu seu comportado "Happy Hollidays" e ouviu do interlocutor um Feliz Natal. "Foi um alívio", confessou. E os dois se confraternizaram.

O que há de bonito nos novos tempos não é esconder a própria convicção, mas respeitar a do outro. Quando deu seu apoio a Barack Obama, o general Colin Powell disse, na entrevista em que revelou seu apoio, que Obama tinha sido acusado de muçulmano. "Ele é criatão, mas a pergunta é: e se ele fosse muçulmano? Uma criança america de 7 anos não pode sonhar em ser presidente dos Estados Unidos? ". Ele disse isso para contar a história de um jovem soldado americano, muçulmano, morto no Iraque. Na formatura deste ano da Universidade de Miami, este pedaço da entrevista foi lembrado no discurso da professora Judith Rodin. Ela contou que a entrevista foi ouvida por um professor muçulmano, amigo dela, com seu filho de sete anos ao lado. No dia seguinte, o menino decidiu se candidatar a presidente da sua classe. Ganhou a eleição.

Judith Rodin, uma cientista de impressionante currículo acadêmico, ex-presidente da Fundação Rockefeller e ex-integrante do conselho de Ciência e Tecnologia do Governo Clinton, exortou os estudantes, com essa história, a aceitar a diversidade do Século XXI. Nos rostos, nos nomes e nas cores dos formandos era possível constatar como essa sociedade é hoje incrivelmente diversa.

A diversidade é ninguém abrir mão da própria identidade. Refletir antes de falar para não ofender o outro, não impor o pensamento dominante como único padrão possível, incentivar os valores da convivência entre desiguais, tudo isso é bom, universalmente bom. É dessa aceitação do outro, da união de todos, que se faz o verdadeiro espírito do Natal. Feliz Natal."



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"A Narrow Escape", ou como dizemos: "Escapou Fedendo".


Cor do texto

É lamentável que no lugar do Bush, por falta de agilidade, pessoas amáveis teriam sido atingidas em cheio.


Sapatos não acertam Bush no Iraque, mas recado é correto.
( Diz Caio Blinder, de Nova York)


NOVA YORK- As vezes quero crer, mas não consigo, é tudo uma total insesatez. George W. Bush ainda está presidente dos EUA. Ele é o responsável pelo desastre. Mais uma vez a proximidade do final melancólico foi relembrada na visita do presidente a Bagdá no domingo. Melhor dizer um final patético. Um jornalista iraquiano atirou sapatos contra Bush durante uma entrevista coletiva. Em uma metáfora da politica do presidente americano, ele errou o alvo. No entanto, acertou no recado, apesar da grosseria, em todos os sentidos. Na cultura iraquiana, atirar sapatos em alguém é uma expressão de desprezo.
A visita de Bush era uma "incerta" para vistoriar a obra iraquiana, supostamente a maior de sua presidência. Saraivada de sapatos à parte, esta viagem de Bush (pouco mais de um mês antes do final do governo) era destinada a mostrar os progressos de segurança no país. De fato, desta vez, as condições eram melhores do que nas anteriores e o presidente esteve em Bagdá, entre outras coisas, para ratificar o pacto dCor do textoe segurança que estipula a retirada das tropas americanas dentro de três anos.
Mas esta última volta da vitória de Bush não é uma vitória. A invasão foi um erro estratégico (apesar da derrubada e morte do tirano Saddam Hussein) e o fiasco, ao lado da crise econômica, será o destaque no verbete sobre W nas enciclopédias. O verbete, porém, pode reconhecer que um jornalista arremessou sapatos contra Bush sem consequências fatais para ele. Imagine se o alvo tivesse sido Saddam Hussein?
O Iraque pode estar mais seguro (e mais livre) e existe muito debate se o fator principal foi o reforço das tropas americanas ou a decisão de tribos sunitas de se aliarem aos ocupantes para combater a barbárie da rede Al Qaeda. A questão-chave, porém, é validade da invasão em si. Ela foi desfechada com base em mentiras (o inexistente arsenal de armas de destruição em massa de Saddam Hussein) e o principal resultado estratégico é o fortalecimento regional do Irã.
A falcatrua é a marca do empreendimento americano no Iraque. A vistoria de surpresa de Bush à sua obra coincidiu com a divulgação pelo jornal "New York Times" do rascunho da história oficial do projeto de reconstruçãCor do textoo que os EUA realizaram no país invadido em 2003. O esforço já foi prejudicado antes da invasão por planejadores do Pentágono que eram hostis à idéia de reconstruir um país estrangeiro.
O investimento de US$ 10Cor do texto0 bilhões foi marcado por rivalidades burocráticas e ignorância sobre os elementos básicos da soCor do textociedade e da infraestrutura do país. Em um padrão bushiano de acobertamento da realidade, medidas de progresso eram infladas para maquiar os fracassos.
Bush insiste que o Iraque foi uma guerra necessária. Na verdade, foi uma guerra de escolha. Para o governo Obama, a missão delicada será cair fora do Iraque sem que isto provoque uma nova espiral de violência. Quanto ao jornalista que agrediu Bush, ao invés de atirar os sapatos, ele poderia ter cantado o "se foi pra desfazer, por que é que fez?" de Vinícius e Toquinho.

Fonte: 15/12 - 06:04 - Caio Blinder, de Nova York

Obs: O irmão do jornalista que atirou os sapatos, informou à mídia que ele foi espancado na prisão, tendo sido quebrados os ossos da mão, algumas costelas e que apresenta hematomas no olho. Tivesse o alvo sido Saddam Hussein, e ele teria sido apenas fuzilado. Acredita-se ainda, que ele não terá os sapatos devolvidos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Oh my God !

Por mais séria que seja a crise financeira mundial, os seus efeitos por aqui ainda não alcançaram o grau de dramaticidade observado nos países do primeiro mundo. Em especial nos Estados Unidos da America.
Há contudo uma indisfarçável expectativa com relação a como será o desempenho da nossa economia, durante o ano vindouro.
Por enquanto, por não encontrar nenhuma vantagem no pessimismo, prefiro pensar que os efeitos da crise no Brasil, serão mesmo menos difíceis de administar do que estão sendo "lá fora".
A propósito, em pernambuco, a construção da Refinaria entra agora na sua segunda fase de construção, e montagens. Nos próximos 15 dias, vai ser iniciada a construção do primeiro prédio do empreendimento, a casa de força e uma grande central termelétrica para atender a demanda da própria refinaria. O contrato é de R$ 900 milhôes e vai gerar 1500 novos empregos durante 2009. Na terraplanagem, que está sendo executada desde setembro de 2008, será investido metade desse valor ( R$ 400 milhões ). O orçamento total da refinaria é de US$ 4,05 bilhões, valor que deverá ser revisto para mais, em novo planejamento a ser divulgado. A previsão é de que a unidade comece a operar parcialmente em agosto de 2010, e em pena capacidade a partir de 2011. A refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris diários de petróleo pesado. A metade será da bacia de Campos (RJ). A outra metade poderá ser da faixa do Orinoco, na Venezuela, dependendo ainda do fechamento de uma parceria com a Estatal Venezuelana PDVSA, que teria uma participação de 40% na sociedade. Seu principal produto será o diesel, para abastecer os mercados do norte e nordeste do país. O pico das obras ocorrerá em setembro do próximo ano, quando o empreendimento estará mobilizando até 25 mil profissionais.
Enquanto isso a fábrica de detergente em pó Unilever, situada no município vizinho de Igarassú, terá a capacidade duplicada com a implantação de uma nova unidade, para abastecer o mercado. O investimento é da ordem de R$ 85 milhões e criará 92 postos de trabalho diretos, e 300 indiretos. Durante a fase de construção, serão mais 250 empregos. As obras começarão em 1 de janeiro de 2009, e estão previstas para durar 18 meses.
Também o projeto denominado PE Multidigital, depois de dois anos de contratada, começa avançar. Ela consiste em uma Rede que funciona como uma espinha dorsal (Backbone), a partir da qual os orgãos da administração estadual, como secretarias, delegacias, hospitais e escolas podem conectar seus links de voz, dados e videoconferência. Os telefones operam como se fossem ligações internas, a custo zero. Com isso a conta do governo do estado com esses serviços caiu de R$ 30 milhões para R$ 12 milhões/ano. A Rede PE Multidigital foi contratada por R$ 48 milhões num prazo de quatro anos.
De acordo com pesquisa do Dieese, a taxa de desemprego em pernambuco caiu para 18,9% em outubro, "sem sentir efeitos da crise mundial". Trinta e duas mil vagas foram criadas em outubro/2008, abrindo espaço para 7 mil novos integrantes da população economicamente ativa e para 25 mil desempregados. Recife apresentou uma taxa de decréscimo de 7,4% na taxa de desemprego total, com relação a outubro/2007. Além disso, é o terceiro mês consecutivo em que o desemprego cai. Os dados foram divulgados no dia 24 de novembro próximo passado, pela Agência Estadual de Planejamento (Condepe/Fidem) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos (Dieese).
O impacto da crise nos números de emprego ou desemprego, tudo indica que só irão mesmo se revelar, durante o ano 2009, quando finalmente ficaremos sabendo se ele será pequeno, médio ou profundo.
Enquanto isso não consigo afastar um pensamento recorrente. Aquela história do homem que caiu do trigésimo andar! Ao passar pelo décimo terceiro, ele ainda pensava:
- Até aqui, vai tudo muito bem!
Torçamos para que essa não seja uma metáfora apropriada para o caso do Brasil.
Fonte: Diário de Pernambuco, 25/11/08.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Não Consigo Lhe Entender!

Danah Zohar em outubro de 2007
Voltei a ler Danah Zohar (http://www.dzohar.com/), da qual já conhecia "O Ser Quântico".

Agora é a vez de ler dessa mesma autora, "Sociedade Quântica". Apesar da dificuldade que os conceitos da Física Quântica oferecem aos que pretendem conhecê-los, há autores como ela, de comovente interêsse em torná-los assimiláveis aos leigos.

A propósito, dizia certa vez um dos Físicos Quânticos, que participou do filme "Quem Somos Nós" ("What the bleep do we know" ): "Quem disser que entende a física quântica, é porque não entendeu coisa nenhuma!"

Por isso, os interessados em conhecer um pouco sobre assuntos complexos, as vezes precisam do encorajamento dos seus mestres.

Isso me reporta a uma história contada anos atrás, pelo Psicanalista Ivan Correa, na abertura anual dos trabalhos do Centro de Estudos Freudianos do Recife. Foram palavras dirigidas aos interessados em conhecer um pouco mais sobre a psicanálise.

A ilustração que ele fez visou demonstrar, que não importando o grau de compreensão inicial dos conceitos, ainda assim, era possível que disso resultasse algum proveito pessoal.

A história foi a seguinte:

Um alemão que passeava pelos campos do seu país, não percebeu ter cruzado a fronteira, e continuado a caminhar, agora por terras da Belgica.

Ele tudo observava com muito interêsse e admiração.

Vez por outra detinha-se em algo em particular, e se perdia em contemplação. Naquele momento, ele admirava a vastidão de imensos campos de trigo, cuja rica propriedade era tão grande, que parecia não ter fim.

Foi quando por ele passou um camponês, ao qual resolveu perguntar:

- A quem pertence tudo isso?

O camponês, que nada entendia de alemão, olhou para ele e respondeu em Dutsh:

- Não consigo lhe entender!

(Em alemão, o que seria "Ich verstehe nicht" ou "Ich kan nicht dich verstehen", soou em Dutsh algo como "Kanitzveristat.")

Prosseguindo, o alemão vislumbrou a magnífica paisagem de um porto, no qual vários navios atracados recebiam mercadorias para exportação. Outros fundeados à distância, aguardavam a sua vez. A movimentação dos guindastes e o fluxo contínuo de trabalhadores, deixou-o impressionado com aquelas cenas de punjante riqueza.

Quando por ele passaram alguns trabalhadores, perguntou maravilhado:

- A quem pertence tudo isso?

Outra vez, os trabalhadores que não entendiam alemão, responderam:

- "Kanitzveristat." ( Não consigo lhe entender!)

Finalmente, cansado de tanto andar, caminhava o alemão solitário pelas ruas de uma pequena cidade, quando deparou-se com uma multidão, em cortejo. Um grande coche fúnebre aproximava-se, e pensou ele, que só poderia tratar-se de alguém muito importante.

Perguntou então a alguém ao seu lado:

- De quem é esse cortejo fúnebre?

- "Kanitzveristat."

Foi quando o alemão pensativo, concluiu:

- Pois é! Tão tão rico esse "Kanitzveristat"! Mas eis que não importa quão rico alguém seja, o final de todos nós é mesmo a morte.

Será que também vou tirar um bom proveito

da leitura desse livro da

Danah Zohar?

Mundo Esquisito!

Sacerdotes Cristãos Brigam dentro da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém.... enquanto isso, Chipanzé adota filhotes de Tigre na Flórida.




A crueza dos fatos nos ajuda a entender os grandes pensadores.



Dostoievski, em "Os Irmãos Karanazov", diz através de uma das suas personagens:


"Eu amo a humanidade, mas fico pensando comigo mesmo. Quanto mais eu amo a humanidade em geral, menos eu amo o homem em particular."


Penso porém, que esse sentimento talvez decorra do que disse Thomas de Kempis:


"Sempre que me misturo aos homens, fico menos humano."

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Palavras de Michael Moore.



Palavras de Michael Moore, em 5 de novembro de 2008.


Amigos,

Quem entre nós não está sem palavras? Chorando. Lágrimas de alegria.
Lágrimas de alívio. Um formidável grito de esperança de uma maioria esmagadora em tempos de profunda desesperança.
Em uma nação que foi fundada no genocídio e depois construida nas costas de escravos, este foi um momento inesperado, e chocante em sua simplicidade:

Barack Obama, um homem bom, um homem negro, disse que traria mudança para Washington, e a maioria do país gostou da idéia. Os racistas estiveram presentes na campanha e também na votação. Mas eles não são mais a maioria, e nós veremos a sua chama de ódio se extinguir no tempo que ainda temos para viver.

Houve outro importante “primeiro” na noite passada. Nunca antes em nossa história, um candidato declarado contra a guerra foi eleito presidente em tempos de guerra. Eu espero que o presidente eleito Obama relembre isso quando ele considerar expandir a guerra no Afganistão.
A fé que nós agora temos será perdida se ele esquecer a questão principal pela qual ele derrotou a companheira democrata nas primárias e, o grande herói de guerra na eleição geral: O povo da America está cansado da guerra. Farto e cansado. E a sua voz foi alta e clara ontem.

Foram 44 anos indesculpáveis desde que um democrata, disputando a presidência, recebeu 51% dos votos. Isso é porque a maior parte dos americanos realmente não tem gostado dos democratas. Eles os vêem como raramente tendo a determinação para executar o trabalho ou defender as causas dos trabalhadores que eles dizem apoiar.


Bom, aqui está a chance deles. Ela foi proporcionada aos trabalhadores, pelo voto público, na forma de um homem que não é um mercenário, nem um burocrata sempre preso à cadeira. Ele agora se tornará um deles, ou os levará a serem como ele? Nós torcemos pela segunda alternativa.

Mas hoje nós celebramos esse triunfo da decência sobre o ataque pessoal, da paz sobre a guerra, da inteligência sobre a crença de que Adão e Eva andaram sobre dinossauros a 6000 anos atrás. Como será ter um presidente inteligente?
A ciência, banida por oito anos, voltará. Imagine apoiar nossas maiores mentes enquanto elas buscam a cura de doenças, descobrem novas formas de energia, e trabalham para salvar o planeta. Belisque-me para eu saber que não estou sonhando.

Nós podemos, muito possivelmente, também ver tempos de refrescante abertura, iluminação e criatividade. A arte e os artistas não serão vistos como inimigos.
Talvez a arte seja explorada a fim de descobrir grandes verdades. Quando Franklin Delano Roosevelt foi eleito por maioria esmagadora em 1932, resultou no aparecimento de Woody Guthrie e John Steinbeck, Dorothea Lange e Orson Welles.


Ao longo de toda uma semana eu fui assediado pela mídia me perguntando, “Mike, o que você fará agora que Bush foi embora? Eles estão brincando? Como será trabalhar e criar em um ambiente que estimula e apoia o cinema, as artes e as invenções, e a liberdade de ser o que você pode ser? Olhem o florescer de milhares de flores! Nós entramos em uma nova era, e se eu pudesse repetir nossos primeiros pensamentos gerais dessa nova era, eles seriam: Tudo é possível.
Um afro-americano foi eleito Presidente dos Estados Unidos! Tudo é possível! Nós podemos resgatar a nossa economia das mãos dos ricos negligentes, e entregá-la de volta ao povo.



Tudo é possível! A cada cidadão pode ser assegurada assistência de saúde. Tudo é possível! Aqueles que tenham cometido crimes de guerra serão trazidos à justiça. Tudo é possível.


Nós realmente não temos muito tempo. Há um grande trabalho para fazer. Mas essa é a semana para todos nós nos regozijarmos nesse grande momento. Sejamos humildes.

Não tratrem os Republicanos do modo como eles trataram vocês nos últimos oito anos. Mostrem a eles a graça e a bondade que Barack Obama expressou durante toda a campanha.
Embora detratado por todos os meios, ele recusou rebaixar-se à sarjeta e atirar a lama de volta. Nós podemos seguir esse exemplo? Eu sei que será difícil.


Quero agradecer a todos os que deram o seu tempo e recursos para fazer esta vitória acontecer. Tem sido um longo caminho, e um dano enorme foi feito a esse grande país, sem sequer mencionar que muitos de vocês perderam os seus empregos, foram à bancarrota com as suas contas médicas, ou sofreram por um ente querido mandado para o Iraque.

Nós agora trabalharemos para reparar esse dano, e não será fácil.
Mas que modo de começar! Barack Hussein Obama, o quadragésimo Presidente dos Estados Unidos. Uau. Seriamente, Uau.


Fonte: Site de Michael Moore (http://www.michaelmoore.com/)

Tradução: JdoubleJ (JJJ)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Barak Obama: Mudança com Coesão Social.

Barak Obama à Frente da Coluna da Vitória em Berlim.
O artigo sobre a eleição de Obama que Você poderá ler clicando no título, é de autoria de Ricardo Ismael.
Ricardo, Cientista Político e professor da PUC do Rio, redirecionou-se profissionalmente a partir da profissão de Engenheiro Eletricista.
Um dia Ricardo acordou, e no melhor dos sentidos, "chutou o pau da barraca".
Digamos que foi fazer o que gostava ainda mais!
A decisão foi difícil, mas foi boa e como deu certo!
Parabéns Ricardo!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vitória Brilhante, Belíssima Vitória.

Comparo a chegada de Obama à Casa Branca, com Neil Armstrong pisando a lua pela primeira vez.
Um grande passo para um homem, um grande passo para a humanidade.
Yuri Gagarin disse que lá de cima, "A terra é azul".
Hoje ela tornou-se incolor.
A cada quebra de um preconceito, vejo a humanidade a caminho do seu tamanho ideal.
Que tenha sido pela vontade de Deus.

domingo, 2 de novembro de 2008

Do Jeito que Lobato Disse?

Tela Sobre as Eleições Presidenciais nos Estados Unidos, em Exposição em Paris, de Autoria de Yan Pei - Ming.




Pesquisa da Reuters de hoje, a dois dias da eleição indica que


é provável o cumprimento da profecia de
Monteiro Lobato:

um negro se elegerá presidente dos


Estados Unidos da America.


Sobre o assunto, ver a postagem de 14 de maio de 2008.




Obama tem segundo essa pesquisa, 6 pontos à frente de McCain.


Obama estaria com 50% e MacCain com 44%, sendo a margem de erro de 2,9 pontos.


O apoio de Obama entre o eleitorado negro é de 95% (se todos me conhecessem, eu poderia dizer sem risco de ser mal entendido, que ainda tem neguinho que não tá votando em Obama!) e entre os hispânicos (os americanos pensam que os brasileiros também são hispânicos) ele tem o apoio de 65%.


Considerando a expectativa favorável ao nome do candidato, não só na America como no restante do mundo, até parece que ele poderia ganhar por uma diferênça bem maior que apenas 6 pontos percentuais.

Fonte: (Da Pesquisa) - Reuters.

sábado, 1 de novembro de 2008

Sobre a Morte (03/03)


A revista Super Interessante do mês de novembro, edição 258, trás à página 31, um artigo intitulado: "Ciência, uma questão de fé". Trata-se de uma referência aos experimentos que estão sendo realizados na fronteira entre a França e a Suiça, utilizando o gigantesco acelerador de Hádrons (LHC), de 27 quilômetros de circunferência, e que custou cerca de 3 bilhões de Euros.




Apenas para se ter uma idéia, com todo esse dinheiro daria para os americanos sustentarem a guerra no Iraque, durante um dia e meio. Talvez nem isso! Quem sabe, até as dez horas da manhã, do segundo dia.





O objetivo dos cientistas envolvidos no projeto, é encontrar algo que jamais viram, mas que há uma grande indicação de que existe.





Eles buscam encontrar uma partícula chamada bóson de Higggs, também conhecida por partícula de Deus. Ela é responsável "por fazer as coisas ter massa - graças a ele você é uma coisa sólida, e não um fantasma feito de luz".





A fé dos cientistas não é totalmente cega, porque o bóson de Higgs faz parte das equações matemáticas usadas para explicar o funcionamento do universo, e sem a sua presença as contas não dariam certo. Por isso é de se supor que ela seja real.





Há um exemplo ainda mais contundente, do quanto a Ciência pode (de certo modo) ser considerada uma questão de fé. É que existem hoje no mundo, cientistas interessados em provar científicamente, que a consciência sobrevive a morte do cérebro.




Esse é o caso do Dr Sam Parnia, que divide o seu tempo entre hospitais do Reino Unido, e a Cornell University em Nova York. Ele é fundador do Grupo de Investigação da Consciência na Universidade de Southampton e presidente da Horizon Research Foundation. Ele também conduz o estudo científico considerado inovador, em parceria com vários centros médicos dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, que buscam descobrir através da ciência, o que acontece quando morremos.




O Dr Sam Parnia é o autor do livro "O que acontece quando morremos - Um estudo sobre a vida após morte". Se você acha que porque lí o livro agora estou sabendo de todos esses segredos, lhe digo que não. Para tal, seria preciso que o autor tivesse obtido resultados conclusivos, e os tivesse alí divulgado. As pesquisas estão em andamento faz 12 anos, mas ainda não é possível provar nada.





A idéia desse projeto surgiu das chamadas Experiências de Quase Morte (EQM), vividas por pessoas que passaram por momentos críticos em que foi tentada com sucesso, a sua ressussitação.




Muitas dessas pessoas contam ter visto tudo que aconteceu durante os procedimentos realizados no seu corpo, como se estivessem de fora, dele não fazendo parte, mas vendo e ouvindo tudo o que alí se passava. É comum a narrativa de verem um tunel, sentirem presença de seres luminosos, e com eles poderem se comunicar sem palavras. A experiência é descrita em geral, como extremamente agradável, inesquecível e transformadora da vida dos que por ela passaram.




Lendo as explicações do Dr Parnia sobre as suas pesquisas, podemos compreender as dificuldades por ele encontradas. Qual o efeito nessas descrições, de uma série de fatores que as possam ter influenciado? Efeitos de anestésicos (naqueles que estivessem sob efeito de anestesia), deficiência de oxigenação, presença de excesso de gás carbonico no organismo ...




Seria mesmo possível alguém ter uma experiência de como seria após a morte sem ter realmente morrido?





Você poderá acompanhar os resultados mais recentes dessas pesquisas, no site http://www.horizonresearch.org/. De acordo com o Dr Parnia, lá você "vai ver quem são os colaboradores desse trabalho, os lugares acrescentados ao estudo e outras notícias importantes, além de acompanhar qualquer outro descobrimento".





Imagine o alcance do resultado final dessas pesquisas!




Assim como no Acelerador de Hádrons, tudo pode acontecer!
Nos subterrâneos da fronteira da França com a Suiça, os cientistas poderão achar o bóson de Higgs, e o regozijo será indescritível.




Por outro lado, se concluirem pela não existência da partícula, será como o maracanã após a final da Copa do Mundo de 50, com o Uruguai nos vencendo por 2 X 1. O Brasil havia feito o primeiro gol, e jogava pelo empate. Já havia até comemorado o campeonato!




Do mesmo modo, dos centros médicos de todo mundo, poderá vir o resultado sobre os estudos das Experiências de Quase Morte.




Os que pela fé, intuição, ou vontade incontrolável, acreditam na vida no além, haverão de diante dessa confirmação, bradar: "Eu não disse ?"




Do outro lado, acredito que em número muito menor, como eram os uruguaios naquele dia no maracanã, estarão os "100% Razão". Se for constatado que sem cérebro não há mente, consciência nem memória, dirão entediados: "Eu já sabia".




As vezes eu penso sobre o que nos leva a sentir uma pontinha de vontade, de deixar tudo como está. Descobrir o sexo da criança somente na hora do parto, proporciona 9 meses de movimentação, expectativa e palpites, contra apenas uns quatro ou cinco meses, quando um aparelhinho de ultrasonografia já se liquida com uma mal aproveitada incerteza!




Outro exemplo trago ainda do futebol. Com os recursos atuais da tecnologia, é possível por na bola um chip, e acabar de vez com as dúvidas sobre se a bola entrou ou não entrou, se saiu ou não saiu. Também já seria possível parar um jogo para esclarecer lances duvidosos, reprisando-os em uma tela de plasma ou LCD, até mesmo em alta deinição.




Por enquanto continua a resistência por parte da Federação Internacional de Futebol, de utilizar esses recursos. É mais ou menos naquela linha de desejar que as coisas fiquem um pouco mais como estão. Seria esse esporte o mesmo sem as dúvidas que ficam na cabeça dos torcedores, as imperfeiçoes das marcações, dos xingamentos ao juiz, e das discussões intermináveis entre torcedores após o jogo?




Que as experiências sobre o pós-morte, prossigam sem muita pressa. Acessaremos hesitantes o site da Horizon Research, temerosos de ler os últimos resultados das pesquisas. Sabemos o quanto TODOS ainda que inconscientemente, anseiam por desvendar esse mistério.




Recordo da descrição que lí certa vez, sobre um homem muito odiado, que aguardava em uma cela, o momento da sua execução. Por sinal, chamou a atenção dos carcereiros, o quanto ele aproveitou muito mal os seus últimos momentos na prisão. Nem parecia que mais alguns minutos, e estaria morto. Chegada a hora, ele foi conduzido à presença do carrasco que o esperava no patíbulo. Uma multidão enfurecida o insultava durante a sua passagem. E então, um pouquinho só antes de morrer, olhando para toda aquela multidão enfurecida, ele disse:
"Em um instante eu saberei sobre o grande segredo da morte, e vocês continuarão em total ignorância sobre ele".




Pois é. Foram xingá-lo!!!




À véspera do dia em que celebra-se "Finados", nos caberia a reflexão:



"Para onde irei quando morrer?

Que serei eu quando lá chegar?

Voltarei ao mundo dos vivos?

Desaparecerei para sempre"?




Fiquemos com o sábio pensamento de Wladimir Nabokov:




"A vida é uma grande surpresa. Não vejo por que a morte não possa nos surpreender ainda mais".

O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!