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sexta-feira, 11 de março de 2011

Pernambuco Hoje.

Estaleiro Atlântico Sul em Suape.


Ao visitar o fértil vale do Cariri do Ceará durante o carnaval, me chamou atenção o desenvolvimento daquela região, e em particular, o do município de Juazeiro do Norte. 

Ao longo dos 5 km iniciais da estrada duplicada de 11 km que interliga esta cidade a cidade do Crato, há agora, em ambas as margens, imensos estabelecimentos comerciais. 

Agências de automóveis da Honda, Nissan, Mitsubishi, Toyota, Volkswagen (mais de uma) e Chevrolet, além de agências de motos de diferentes fabricantes, agências de tratores, lojas de móveis e um imenso "Atacadão" - pertencente ao grupo Carrefour.

O faturamento deste estabelecimento Atacadão, ultrapassou os R$ 3 500 000,00 por dia, tornando-o o segundo em vendas no país, atrás apenas de São Paulo.

Fiquei surpreso em saber que existe no Juazeiro, 300 fábricas de sapatos, sendo que 100 delas possuem estrutura de média para cima.

O fenômeno se afigura de fato nacional, e aponta na direção de que o país de fato vive um momento promissor no tocante ao seu desenvolvimento econômico.

Resolvi então postar algo sobre o que acontece em termos de desenvolvimento econômico aqui em Pernambuco.


Foi quando tomei conhecimento da matéria abaixo do jornalista da Folha de São Paulo Agnaldo Brito, que enviado pelo seu Jornal a SUAPE, em Pernambuco, relatou sobre o atual desenvolvimento econômico deste estado.

Ele revela o que está acontecendo na região nordeste como um todo, o que poderá possibilitar a longo prazo, numa considerável redução das desigualdades com as regiões mais ricas do país, pois o desenvolvimento do nordeste já está em curso e portanto já se tornou uma realidade.

Matéria da FOLHA DE SAO PAULO.
Por Agnaldo Brito
Enviado especial a SUAPE (PE)
Pernambuco vive sua revolução industrial.


O helicóptero decola do heliporto do Centro Administrativo de Suape. A 200 metros do chão, é possível ter a dimensão da revolução econômica que a injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014 está promovendo em Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste.

Não é o único canto do Estado que avança ligeiro e que tem mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor.

No interior, duas obras gigantes (a transposição do rio São Francisco e a construção da Ferrovia Transnordestina) ajudam a desenhar uma nova paisagem na vida do morador do agreste e do sertão.

LITORAL

No litoral, onde pode-se observar a síntese da nova dinâmica econômica, o complexo industrial-portuário de Suape, erguido a 40 quilômetros ao sul do Recife, brota a velocidade impressionante.

"Cento e vinte empresas já estão instaladas, outras 30 estão em construção e mais 20 irão surgir até 2014", enumera Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape. 

Do alto é possível avistar obras em todos os cantos dos 13,5 mil hectares do complexo.
Justo ali, onde há 380 anos invasores holandeses que acharam de tomar uma fatia do Brasil colônia indicaram como ponto mais propício à criação de um porto.

E foi nessa região, após romperem pequena porção da parede dos arrecifes que protege o litoral do Atlântico, que os holandeses criaram uma passagem para que os barcos de açúcar alcançassem os navios em alto-mar.

A visão dos invasores ganhou forma quase quatro séculos depois. Investimentos de mais de US$ 3 bilhões nos últimos dez anos criaram a infraestrutura básica para o atual ciclo de expansão do porto de Suape, e converteram a região no principal polo de atração de negócios do Nordeste brasileiro.

A APOSTA PRIVADA.

Agora, o PIB pernambucano demonstra vigor e o combustível é Suape. Em 2010, o PIB estadual foi de R$ 87 bilhões _expansão de 15,78% num só ano. Os velhos engenhos de cana e as usinas de açúcar e álcool pouco a pouco deixam de ser predominantes na matriz econômica de Pernambuco.

A aposta do poder público em Suape ao longo de 40 anos desde o plano original de 1960 começou a seduzir o capital privado. O complexo industrial-portuário, um modelo inédito no Brasil, está fazendo surgir um novo Estado industrial no país.

"Não tínhamos indústria de petróleo e gás, nem indústria naval ou automobilística. Agora há uma nova perspectiva para o Estado", diz Geraldo Júlio, presidente de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico.

ACIMA DO NORDESTE.

A forte expansão econômica elevou a renda per capita do Estado a quase R$ 10 mil, acima da média do Nordeste, de R$ 7.488, mas ainda inferior à renda nacional, de R$ 15.990.

A criminalidade caiu 25% em quatro anos, mas ainda é de 40 homicídios por 100 mil habitantes, quatro vezes mais que no Estado de São Paulo, e superior à média nacional, de 24,5 por 100 mil.




Investimento público cresce 2,5 vezes em 4 anos.

Os investimentos públicos do Estado de Pernambuco cresceram 2,5 vezes nos últimos quatro anos.

A expansão do gasto público, com forte apoio do governo federal, é parte da explicação do impressionante crescimento pernambucano.

No quadriênio de 2003 a 2006, o governo local investiu em média R$ 680 milhões em obras de infraestrutura. No período de 2007 a 2010, o governo estadual conseguiu elevar esses aportes à média de R$ 1,7 bilhão de investimentos ao ano.

Só no ano passado, o Estado autorizou gastos de R$ 2,7 bilhões.

Pernambuco tem recorrido a financiamentos para sustentar essa expansão, mas afirma que isso não tem elevado o nível de endividamento. A explicação está na elevação das receitas correntes.

"A redução de custeio e o aumento da arrecadação de ICMS fizeram o endividamento do Estado cair de 82% para 63% da receita corrente líquida", diz Geraldo Júlio, secretário de Desenvolvimento de Pernambuco.

Hoje, a receita total de Pernambuco é de R$ 14 bilhões, impulsionada pela arrecadação de ICMS que cresceu 18,2% em 2010.

EFEITO POLÍTICO.

Essa gestão tem dado resultado eleitorais. A força do governador Eduardo Campos (PSB) pôde ser medida na eleição do ano passado. Campos foi reeleito em primeiro turno com uma votação inédita no país: 82,8% dos votos válidos, um recorde.

Setor privado forma polos industriais.


A expansão industrial de Pernambuco deve entrar agora na segunda fase: a atração de fornecedores dos projetos-âncoras.



Um dos maiores empreendimentos no Estado, o EAS (Estaleiro Atlântico Sul) negocia a instalação, em Suape, de fornecedores de equipamentos para a montagem de navios-plataforma e navios-sonda usados na perfuração de campos de petróleo.

"Alguns grandes fornecedores internacionais já vieram aqui para observar se o polo naval oferece escala de produção.

Acho que, em breve, vamos ver alguns desses fornecedores chegando", diz José Roberto de Moraes, diretor de operações da empresa.

O EAS, associação entre a Queiroz Galvão, a Camargo Corrêa, a PJMR e a sul-coreana Samsung, conseguiu uma carteira que vale hoje US$ 8,1 bilhões.

São 22 navios-petroleiros, sete navios-sonda e o casco da P-55 (plataforma que irá operar no campo de Roncador, na bacia de Campos, no Rio), um pacote todo atrelado aos pedidos de uma só empresa, a Petrobras.

Para o EAS, atrair fornecedores para ampliar o polo naval de Suape pode ajudar o próprio estaleiro a melhorar a performance de construção das embarcações. O plano do estaleiro é reduzir o tempo em que um casco de navio permanece no dique seco.

Hoje, eles demoram até seis meses na instalação. O plano é reduzir o tempo para dois meses. Para isso, o estaleiro terá de montar navios a partir de megablocos. O primeiro petroleiro, o João Cândido (em fase de acabamento), foi montado a partir da junção de 240 blocos.

O Zumbi dos Palmares, atualmente em montagem, será construído a partir de 150 blocos. O terceiro, ainda não batizado, será feito com 30 blocos gigantes, cada um montado fora do dique. A meta do estaleiro é montar um petroleiro unindo apenas 22 partes.

DE VENTO EM POPA.

Se as perspectivas para atração de fornecedores do estaleiro são boas, as chances de a Impsa (Indústrias Metalúrgicas Pescarmona) criar o primeiro grande cluster em Suape são maiores ainda. A companhia argentina entrou no negócio de energia eólica há cinco anos. A atividade já responde por 60% das receitas.

O sucesso nos leilões de energia eólica no Brasil garantiu à companhia uma carteira de pedidos de R$ 3 bilhões em aerogeradores.

"A empresa está instalada em Suape há dois anos e já negocia a vinda de pelo menos dois produtores de torres para os aerogeradores e duas empresas de pás (as hélices do gerador)", diz o gerente comercial da empresa, Paulo Ferreira.

Distante cerca de três quilômetros da Impsa, a Petrobras monta uma mega refinaria que terá capacidade de processar 250 mil barris de petróleo por dia. Ao lado da refinaria também é construída uma petroquímica.

A estatal não quis falar sobre o projeto, mas a expectativa em Pernambuco é que a produção de matérias-primas petroquímicas viabilize um polo têxtil na região, com indústrias para fabricação da fibra, do tecido e, quem sabe, confecções.

Outra promessa é a formação de um novo polo automotivo no Nordeste, com a instalação da Fiat até 2014, segundo previsão da própria montadora.

A unidade terá capacidade para 200 mil veículos e a previsão é a de que, por isso, constitua um novo parque de autopeças.


'Pagamos até passagem aérea para candidato a vaga'.


Preencher vagas anda mais e mais difícil para as empresas instaladas no Complexo Industrial-Portuário de Suape. Uma guerra entre as empresas corre solta na região. A busca por profissionais é tamanha que há empresa oferecendo até passagem aérea só para trazer um candidato a vaga.

"Não há mais cordialidade entre os departamentos de recursos humanos. Estamos vivendo uma guerra por profissionais. Pagamos até passagem aérea para trazer um candidato a vaga para uma entrevista", diz Clóvis Gomes, 44, gerente de RH da Impsa.

A empresa busca 178 funcionários para a fábrica de turbinas hidrelétricas, uma nova unidade que será construída em Suape para montar as turbinas da usina Belo Monte, no rio Xingu (PA).

A Impsa não é a única empresa com problemas. O EAS (Estaleiro Atlântico Sul) precisa contratar 1.200 pessoas até junho.

Essa oferta abundante de vagas reduziu o desemprego na RMR (Região Metropolitana do Recife) nos últimos anos.

O nível de desemprego medido pelo IBGE caiu de 14,3% em dezembro de 2006 para 8,1% em dezembro do ano passado.

O ritmo da geração de novas vagas acelerou-se em 2010, ano em que só a construção civil cresceu 25%.

CARTEIRA ASSINADA.

Apenas em 2010, o Estado de Pernambuco criou 113 mil empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Entre esses empregos está o de Camila Ribeiro, 31. Formada em filosofia pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), ela é uma das três mulheres que ingressaram na área operacional do Terminal de Contêineres em Suape.
Ela pilota um equipamento de US$ 1,6 milhão.

José Maria de França, 38. Sem emprego, França foi trabalhar em Manaus. O novo ciclo econômico da terra natal o fez retornar para o Recife. Técnico mecânico, ele trabalha na unidade de produção de aerogeradores em Suape. A fábrica da argentina Impsa conquistou o mercado de energia eólico e é o hoje o principal fornecedor desse tipo de equipamento no país. 

"Nada como voltar para casa e principalmente trabalhar na minha profissão", conta 
Izaque José dos Santos, 33. Sertanejo de Gameleira (PE) --cidade distante 100 quilômetros do Recife--, Santos começou a cortar cana aos sete anos. Na entressafra, limpava pés de coco. A chegada do Estaleiro Atlântico Sul mudou sua vida. Como ajudante da área de suprimento de materiais, Santos passou a dirigir um caminhão, virou encarregado e hoje é supervisor de logística do almoxarifado do maior estaleiro do Brasil.



Eduardo Calheiros, 33. Formado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Pernambuco, Calheiros viveu em São Paulo de 2002 a 2008. Especializou-se em engenharia aeronáutica durante o tempo em que trabalhou na Embraer. O surgimento de um novo parque industrial em Suape o levou de volta a Pernambuco. Agora, Calheiros não projeta partes de aviões, mas partes de um novo aerogerador desenvolvido no país.

Mário Azevedo, 41. Natural de Garanhuns, interior de Pernambuco, Azevedo foi longe antes de voltar. Ele viveu nove anos no Japão, onde se especializou em solda de navios. Quando soube da criação do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, previu o retorno com a família. "A saudade era grande demais", diz. Conseguiu trabalhar em seu ofício na sua terra natal.

Daniela Leão, 36 anos. Há quatro anos no terminal de contêineres, a recifense Daniela é mais um exemplo de que o ambiente portuário está deixando de ser um espaço exclusivo para homens. Formada em administração de empresas e com especialização em logística, Daniela cuida da divisão comercial do terminal. É ela a responsável por negociar os contratos com os grandes clientes.

Ezequiel Francisco Xavier, 29. Ajudante de cozinha do refeitório do canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, Xavier foi durante anos um jovem homem do mangue, um catador de caranguejo. Extrovertido com seus pares, gosta de contar histórias do cotidiano do Engenho Massangana, localidade onde viveu o então infanto Joaquim Nabuco. A maior diversão é catar caranguejo para aperitivar uma boa cachaça. Há quatro meses ganhou o primeiro registro na carteira profissional.

Parece ficção! Não?
No entanto essa é a nossa nova realidade!


sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Que é a Fotografia?



Shabat Gula, 12 anos de idade, não escondeu o rosto como é o costume local. 
Apesar do fotógrafo ser um desconhecido. 
Resultado: uma das fotos mais extraordinária que conheço.

Um retrato!

Fotógrafos da National Geographic também famosos, certamente empenharam-se pacientemente, sob condições adversas, na busca de imagens excepcionais.

Essa foto porém é o atestado de que as vezes a bela imagem fotográfica pode acontecer quando o autor menos espera, e sob condições favoráveis.

É preciso entretanto estar pronto e atento, pois assim como na vida, o próximo instante pode ser aquele há muito esperado.

Embora o mais provável é que não!

Afinal, o que é mesmo a fotografia?

Fotografia, vem de dois termos do grego: foto (luz), grafia (escrita).

Talvez para quem assim como eu, está apenas começando a pensar sobre o tema, seja bom lembrar que fotografia é literalmente, "escrever com a luz".

E que para escrever com a luz, e assim comunicar algo através da linguagem fotográfica, é preciso ter "olhar poético".

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Que São Fotos?

Susan Sontag, filósofa, escritora e crítica de arte, nasceu e viveu em New York. Também foi lá que morreu na flor da idade, em 2004, quando tinha apenas 71 anos.

Obsecada pela fotografia, viveu sua última relação homo-afetiva com a fotógrafa também americana Annie Leibovitz, e escreveu o clássico "Sobre fotografia", que resultou dos seus seis ensaios sobre o assunto.

Publicado em 1977, seus editores têm razão ao comentarem que "cada página do livro levanta questões interessantíssimas e fundamentais sobre o tema, e o faz da melhor maneira possível".

Minha leitura de "Sobre fotografia" ocorre quando mais uma vez volto o meu interesse para as fotos, e passo a me ocupar um pouco mais da sua prática tranquilizante.

Não me escapam da apreciação as belas fotografias que atualmente são ainda mais abundantes. 

A mim tem interessado vê-las e não apenas olhá-las. Ao estilo de quem não apenas ouve, mas realmente escuta.

Os olhos de hoje parecem ainda mais insaciáveis, e os instrumentos para apreender as experiências e compartilhá-las são cada vez mais amplamente disponíveis.

Para não me afogar de vez nesse mar de imagens que hoje nos alcança principalmente pelos meios digitais, reservei um espaço virtual para que, em especial, eu possa ali guardar e admirar as belas fotos de autoria de amigos.

Ao colecioná-las, agora percebo que de certa forma estou colecionando o mundo. E que o resultado mais extraordinário da atividade fotográfica é, mesmo, como disse S.S., "a sensação de que podemos reter o mundo inteiro na nossa cabeça".

Diz S.S. que "A necessidade de confirmar a realidade e de realçar a experiência por meio de fotos é um consumismo estético em que todos hoje, estão viciados".

No olhar daquela que tanto pensou sobre o que são as fotos, persiste assim a idéia segundo a qual a humanidade, de certo modo, continua na caverna de Platão ao regozijar-se em ver a realidade do mesmo jeito que seus ancestrais: através das imagens.





Foto de Chö Zang (Serginho)
Café próximo à Praça Sergel
(Sergels Torg)
Estocolmo a -21 Graus Centígrados.
21 de dezzembro de 2010.



Foto de Chö Zang.
Der Park



Foto de Chö Zang.
Stockholm Mobil.



Foto de Chö Zang
Winter - Estocolmo.



Foto de Augusto Pereira.
Gangotri (Himalaya)



Não resisti a deixar
 desse jeito!


A foto de cima é de Augusto, 
e mostra o Taj Mahal refletido no espelho d'agua.

A foto de baixo, é de Kleber Mendonça Filho (Klebinho).
Em Lençóis Maranhenses.
(Nela está, mostrando o vento, a sua direção e a hora do dia, 
Emilie!)



E, para concluir, de uma breve antologia de citações sobre fotografia ao final do livro, destaquei as seguintes:

"Desejei reter toda a beleza que surgia à minha frente e por fim o desejo foi satisfeito."  (Julia Margaret Cameron)

"A maioria de minhas fotos é compassiva, bondosa e pessoal. Elas tendem a deixar o espectador ver por si mesmo. Tendem a não fazer pregações. E tendem a não fazer pose de arte." (Bruce Davidson)

"A vida em si não é a realidade. Somos nós que pomos vida em pedras e seixos." (Frederick Sommer)

"Estou sempre fotografando tudo mentalmente, como um exercício." (Minor White) 

"A câmera é meu instrumento. Através dela dou uma razão a tudo o que me rodeia." (André Kertész)

"Fotografo para descobrir como algo ficará quando fotografado." (Garry Winogrand)

"Agora se pode fotografar tudo." (Robert Frank)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Acreditar é Preciso.



O famoso economista americano John Kenneth Galbraith, recomendou certa vez ao jornalista que o entrevistava, 
que ele nada perguntasse sobre economia aos economistas em geral. 


Na sua opinião todos tem patrão. 
Assim, 
as suas opiniões haveriam de coincidir com a dos seus empregadores. 


Intrigado, 
o entrevistador perguntou: 
- E a quem eu devo perguntar? 


Ao que o JKG respondeu de imediato: 
Pergunte a mim!

John Kenneth Galbraith, que era de fato um pensador independente, 
infelizmente morreu em 2006. 
Precisaríamos então, 
para descobrir através dele as reais perspectivas econômicas mundiais, 
e em especial as do Brasil,  
recorrer ao espiritismo. 

Enquanto JKG não baixa, 
nos resta em busca da sensatez, 
recorrer as abundantes fontes de informações, 
atualmente disponíveis.

Teremos por um extremo, 
opiniões reticentes, 
plenas de ponderações pessimistas, 
considerações amargas, 
e quando inevitávelmente positivas, 
acompanhadas de condições a serem atendidas pelo governo. 


Pertencem a essa linha os que preferiram antever em 2009, 
que a crise mundial iria "haitizar" o Brasil.

O contraponto a essa visão, 
convenhamos, 
foi a expressa pelos economistas do governo, 
e naturalmente, 
pelo próprio ex-presidente Lula. 
O presidente que encontrou o antônimo para Tsunami: 
marolinha.

Se pudéssemos indagar ao John Keneth Galbraith:
-  Na sua ausência a quem mais devemos perguntar? 


Uma boa resposta que ele poderia nos dar, seria:
- Pergunte a quem tem acertado mais ao longo dos últimos anos.


Seguindo o conselho, obteríamos a seguinte resposta:
Não importam os eventuais ajustes que o novo governo necessite fazer.
O curso atual do país, não comporta retrocessos.


As conquistas ao longo do governo Lula, tornaram-se irreversiveis,
por mais que precisem ser continuadas e ampliadas.


O que aconteceu por aqui, 
ao longo do período de 2003 a 2010, 
foi verdadeiramente extraordinário.
Tão extraordinário que tornou-se inegável.


Dia 03 de janeiro de 2011.
O ex-presidente Lula acordou cedo,
pegou sua vara de pescar, 
e saiu em seu carro,
 sem seguranças.
Foi pescar com a consciência do dever cumprido,
e sentindo-se mais do que reconhecido por quase 90% dos brasileiros.


Em seu governo, às vezes tão gratuitamente criticado,
e outras vezes nem tanto,
a transferência de renda no Brasil ocorreu às maiores taxas do que em qualquer outro país.


O mercado interno alcançou níveis semelhantes ao dos Estados Unidos da America nos anos 70.


A classe C movimentou R$ 380 bilhões de reais, o que é mais do que movimentaram as classes A e B.


A pobreza caiu de 22% da população para 7%.


O estado de pernambuco cresceu e cresce, a taxas chinesas.


Parte desses dados, foram publicados no New York Times, 
em reportagem de Tina Rosenberg, 
que recebeu o respeitado prêmio Pulitzer, 
por um livro sobre "Os fantasmas que rondam a Europa depois do comunismo."


A outra parte sou eu mesmo quem diz, 
mas todos sabemos,
que são dados incontestáveis.


Esses dados entretanto, 
jamais chegariam aos leitores através da 
Veja, Globo, e Folha de São Paulo.


A propósito, 
os resultados obtidos não são episódicos, 
mas expressam sim, uma tendência.


No plano internacional, 
a Europa e os Estados Unidos tiveram, 
na opinião do economista Delfim Neto, 
que combater os endividamentos tanto públicos como privados. 


A solução tem sido emitir moeda e baixar os juros. 
Nos Estados Unidos a economia levará 10 anos para se recuperar.
 Isso significa que enquanto isso, não deverá haver uma redução da emissão de dólares nem forte elevação dos juros.
 E esses são os motivos que garantem  grandes investimentos no Brasil e a continuação de um real forte.


Ao receber o país do governo anterior, 
o chamado risco-país, 
medido pelo banco J.P.Morgan, era de 1436 pontos.
Equivalente a países como o Paquistão e Burundi.
O risco país atual do Brasil é 174 pontos. 


O aumento das reservas internacionais, que em 2002 eram de U$ 37,8 bilhões, passaram para quase U$ 285 bilhões.


O dólar, caiu de R$ 3,94 para menos de U$ 1,70.


A relação dívida/PIB, que era de 60,6% em 2002, passou a 40,1% em 2010.


A taxa de juros reais (além da inflação) desceu sete pontos percentuais.


O crédito, 
considerado pelos economistas como de fundamental importância para o crescimento, 
aumentou em 20 pontos percentuais e ficou perto de 50% do PIB.


Em 2010, o crescimento do PIB alcançou 8%!


Em 2016, é viável que o país se torne a quinta economia do mundo, à frente de países como Inglaterra, França, Itália, Espanha, Canadá....


Portanto, para conquistar 87% de aprovação ao final de 8 anos de governo, é preciso sim, ter conseguido tornar o país verdadeiramente melhor.


Os avanços na área econômica, aconteceram ao mesmo tempo que os avanços na área social.


Há muito por ser feito!


Porém, Roma não se fez em um dia.
Mas houve um dia, em que Roma começou a ser feita.
Em relação ao Brasil,
o ponto de partida coube acontecer sob a liderança de quem menos se esperava, 
e ainda, 
para alguns, 
sob a liderança de quem menos se desejava.


As pessoas de bom senso que ainda duvidavam, 
terminaram por se render a essa realidade. 
Sem dúvida que ao fazê-lo, 
deram uma demonstração de inteligência.


Em seu discurso de posse, 
Dilma Roussef afirmou que o Brasil poderá vir a ser o melhor país do mundo para se viver.
Temos o potencial para isso.
E está se generalizando como nunca antes aconteceu, 
a crença de que isso é de fato possível.


Apesar de que nem sempre os frios índices que apontam para um grande desenvolvimento econômico 
signifiquem transferência de renda, 
e portanto benefícios sociais; 
no Brasil atual, 
uma das  características do governo Lula, 
foi a mobilidade social. 
Ele próprio tornou-se um símbolo dessa realidade.


Apesar dos graves problemas que esperam por solução principalmente nas áreas da saúde, educação, segurança pública e infra-estrutura, o momento atual é de confiança nos resultados que teremos a médio prazo.


Para mim, 
Lula cumpriu um papel extraordinário, 
quando além do mais, 
resgatou a auto-estima de uma parte considerável dos brasileiros. A começar pelos 40 milhões que saíram da pobreza.


Estamos sim, 
mais próximo de dias melhores para todos, 
o que só nos pode deixar felizes.


O que está acontecendo por aqui é inacreditável,
mas convenhamos, é verdade!


Recorramos então a Sigmund Freud, 
"o pai da psicanálise",
para conseguir entender porque continuam infelizes, 
os que não conseguem enxergar essa realidade.

Não tenho dúvida que em um amanhã muito próximo, 
será um novo dia.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Encerrando Ciclos.

Father Time Overcome by Love, Hope and Beauty .
Simon Vouet (1590 - 1649).

O Autor do texto é desconhecido. 
Ele foi transcrito com modificações, 
pelo escritor Paulo Coelho.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.


Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.


Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.


Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.


Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!


Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.


Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Esqueça quem você era, e passe a ser quem é.
FELIZ 2011!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Desejo a TODOS...



Chegou o final de mais um ano.

O que posso de melhor desejar a vocês, além de saúde, para o ano que se inicia?

Escolhi  desejar talvez o inusitado.

 Algo que as pessoas não costumam desejar umas as outras.

Mas sabe de uma coisa, acho que deveriam!

Talvez o meu pai tenha chegado muito perto, quando olhava para mim, e recomendava "Juízo".

O que desejo a vocês, é  algo que também procuro.

Trata-se de uma virtude de valor inestimável.

Desejo-lhes, e também a mim, sabedoria!

Porque desejar sabedoria é mais do que desejar a felicidade.

Afinal, com sabedoria, a busca da felicidade se faz pelos meios verdadeiros. Nunca pelos meios falsos ou enganosos.

... e a conquista da felicidade faz-se pelo "viver melhor".

Viver melhor = sabedoria.

Por isso a sabedoria é reconhecida, pela felicidade. 
Felicidade apesar das vicissitudes da vida.

Tenham pois muito sucesso nas suas buscas por mais sabedoria.

E que assim possamos todos viver cada vez melhor.

A você um grande e alegre abraço festivo!

J. Jucá Jr.

O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!