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domingo, 20 de junho de 2010

Por Aqui é A S S I M !



Não sou tão fã do futebol, quanto a média dos brasileiros. Mas me incluo entre os que assistem o jogo, quando ele é mesmo muito bom.

Nesta Copa do Mundo porém, tem sido difícil "pinçar" bons jogos entre aqueles dessa chamada "etapa eliminatória". 

Talvez no máximo uns dois jogos foram bons, sendo um deles a primeira partida da Alemanha (Alemanha 4 X 0 Austrália) e o recente Camarões 1 X 2 Dinamarca, apontado por alguns comentaristas, como "uma grande pelada", só que no bom sentido. Afinal houve quem o considerasse o melhor jogo da Copa.

Definitivamente, a julgar pelas opiniões em geral, a nossa seleção não ficou bem na foto, depois de vencer por 2 X 1, o seu jogo inicial contra a Coréia do Norte. Era preciso MUITO MAIS

Entretanto, a rigor, somente a Argentina aparece destacada, logo a Argentina, mas não pelos seu primeiro resultado que foi pífio (1 X 0 contra a Nigéria), e sim pelos 4 X 1 contra a Coréia do Sul, na sua segunda partida.

Portanto, um melhor resultado do Brasil hoje contra a Costa do Marfim, nos equipararia em performance, aos argentinos!

Quanto aos demais "favoritos":

A Alemanha que impressionou bem na estréia, perdeu o jogo seguinte para a Sérvia (1X0).

A Espanha, precedida da confiança dos apostadores, perdeu logo na estréia por 1X0 para a Suiça.

A França, praticamente com o pé fora da Copa, além do mal desempenho, ainda enfrenta uma crise interna.

A Itália igual como sempre acontece, segue aos "trancos e barrancos" - perigosamente.... (no momento vai perdendo de 1 X 0 para a Nova Zelândia).

E o que dizer da Inglaterra? Um torcedor inglês não tão fleumático invadiu o vestiário, para dizer aos próprios jogadores, o que pensava deles. Não foram elogios! Ninguém tem tanto empenho para elogiar. Ainda mais com tanta ênfase.

Apesar desse panorama geral, há um enorme rigor na avaliação que se faz da seleção do Brasil e sobretudo do seu técnico. Circulam pela internet grosserias iguais as que são dirigidas por exemplo, ao próprio presidente Lula. 

Tem-se em relação ao desempenho da "Seleção", um grau de exigência que gostaria de ver  direcionado  à solução de graves questões sociais. Ela terminaria por apressar a elevação do nosso IDS (Indice de Desenvolvimento Social). 

Quanto a PAIXÃO, ela já se manifesta às vezes igual, tanto na política como no futebol.
Sacrifica-se a razão na primeira esquina, já que ela não presta para validar as opiniões.

Um excelente comentarista esportivo opinou depois de Brasil X Coréia do Norte, que deveria sair o Elano. Como não entendo bem de futebol, "fiquei na mesma"! Afinal, Elano não é aquele que deu o passe para o primeiro gol e ele próprio fez o segundo? Além do mais ele pareceu tão bem com a vida!

Gostaria porém de perguntar:

Quem você deseja que ganhe a Copa?

Certamente você deseja que seja a seleção que representa o seu País.

Tive porém uma idéia inusitada, e tenho algo a propor.

Certamente uma idéia que encontraria aprovação entre aqueles que um dia receberam o prêmio Nobel da paz, e demais pacifistas.

Eu quero convidar a todos, independente de nacionalidade, a unirem-se a torcida brasileira.

Sim! Eu convidaria a todos os povos, para deixando de lado suas preferência naturais, a torcerem pelo BRASIL.

Por que?

Por razões humanitárias.

Um homem baixinho, com ar de poucos amigos, avesso à imprensa, e muito competente no que faz, será trucidado se o Brasil não for o campeão.

Quanto a mim, seguirei torcendo pelo Brasil, e   pelo Dunga.

Há uma parte considerável da nossa imprensa esportiva, que faz por merecer o castigo, de ter que reconhecer o bom trabalho que ele faz à frente do time. 

Mas para isso o Brasil  terá que ser Hexa Campeão na Africa do Sul.

Por aqui é assim! 
Isso é da LEI.  :-)))

sábado, 19 de junho de 2010

Cada Cabeça, um Mundo!



A matéria a seguir, publicada no Blog do jornalista Juca Kfouri, é  de ILana Pinski, professora do Departamento de Psiquiatria da  Universidade Federal de São Paulo. 
É sobre o uso comercial da seleção brasileira de futebol por uma marca de cerveja.
Ao lê-lo, ( http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/imperdivel-3/ ), inteirei-me da existencia de uma grande divisão  de opiniões sobre a questão, por parte dos que alí comentaram.
Discutir questões de  natureza ética em uma sociedade contaminada pela falta dela, termina por me trazer os prazeres de um safari.
Fico porém com a sensatez do Pelé, que nunca aceitou fazer propaganda de bebidas alcoólicas, em uma época em já era possível ganhar muito dinheiro com esse tipo de marketing.

Na “Folha de S.Paulo” da última segunda-feira:
TENDÊNCIAS/DEBATES
Guerreiros, álcool e adolescentes
ILANA PINSKY
O uso comercial de nossa seleção por uma marca de cerveja é forma sofisticada de estimular a dependência do álcool desde a juventude.
As indústrias de tabaco e de bebidas alcoólicas guardam semelhança em vários aspectos. Primeiramente, ambos os produtos infligem altíssimas consequências negativas sobre a saúde da população.
O consumo de tabaco ainda é a principal causa de morte potencialmente evitável em seres humanos.
Por outro lado, os custos atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas (segundo dados da Organização Mundial de Saúde) no total da saúde pública na América do Sul atingem a espantosa marca de 8% a 15% , enquanto que a taxa mundial é de apenas 4%.
Particularmente entre os mais jovens, há uma associação frequente do consumo nocivo de álcool com violência, acidentes automobilísticos, sexo desprotegido, faltas na escola e trabalho etc.
Outra semelhança é a longa história de associação dessas indústrias com esportes, que se tornou especialmente proeminente e integrada nas últimas décadas.
A publicidade de bebidas alcoólicas usando elementos do mundo esportivo mantém-se firme.
Lawrence Wenner, em estudo bastante conhecido, pergunta: “Como é que o consumo de álcool associado ao esporte não é percebido como uma ironia cultural? Como aconteceu que o fã de esportes passou a se sentir a vontade opinando sobre a performance dos atletas com uma cerveja na mão?”.
A resposta é que essa associação foi criada e alimentada por questões puramente mercadológicas, com a contribuição de inúmeras estratégias de marketing.
A distribuição do consumo de álcool no Brasil é altamente concentrada nos homens (78%) e na faixa etária dos 18 aos 29 anos de idade (40% versus as demais idades).
Dessa forma, é de interesse da indústria de bebidas apostar suas principais fichas na publicidade para homens jovens. E onde, melhor que nas transmissões esportivas, pode-se encontrar esse grupo de forma altamente concentrada?
A publicidade do álcool ligada aos esportes proporciona também desejável (embora de fato inexistente) relação com um estilo saudável, dinâmico e divertido de vida.
Mas outro fator altamente relevante é que eventos esportivos ligados a marcas de bebidas alcoólicas proporcionam a oportunidade de sedimentar a marca da bebida, associando-a com o nome do evento pela menção nos comentários esportivos, comerciais com músicas empolgantes e nos ambientes (como nos estádios, por exemplo).
Por essas e outras razões, a maior parte da exposição, não só dos jovens mas também das crianças e adolescentes, à publicidade de cerveja na TV ocorre nos esportes.
De fato, uma pesquisa brasileira recente realizada com apoio da Fapesp encontrou que 87% do merchandising e mais de 70% das propagandas da TV aberta de bebidas alcoólicas estavam nos intervalos ou durante programas esportivos.
Estamos a um dia da estreia do Brasil na Copa. Todos, crianças e adultos, estamos animados com a nossa seleção. Muitas escolas vão fechar durante os horários dos jogos do Brasil.
As crianças, particularmente os meninos, sabem os nomes dos jogadores de cor -o álbum de figurinhas da Copa é um sucesso.
Nós, pais, esperamos ansiosos a hora de assistir aos jogos com eles.
Cada vez que assistirem a um jogo (assim como aos programas de comentários esportivos), as crianças aprenderão que os jogadores da seleção brasileira, seus heróis, são guerreiros em batalha contra o resto do mundo e que isso tem ligação com uma marca de cerveja.
O uso comercial de nossa seleção por uma marca de cerveja não é liberdade de expressão, mas forma sofisticada de estimular a dependência do álcool desde a mais tenra juventude. Qual símbolo queremos associado ao nosso futebol?
ILANA PINSKY, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é vice-presidente da Associação de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).

domingo, 6 de junho de 2010

Conversa à Boca Miúda.


Existe um sentimento por parte dos Italianos esclarecidos, de que as melhores perspectivas para o futuro não estão aqui na Itália, e isso me foi dito por um Florentino.

Um Florentino empresário, que conhece o nosso país e que nos perguntou se morando no Brasil, não percebíamos a rapidez das mudanças que lá vem ocorrendo nos últimos dez anos. 

Elas eram na sua opinião significativas e indicadoras de que caminhávamos para nos tornar um país de primeiro mundo. 

A itália, me dizia ele, não tem obras! E como exemplo citou que a  A1, auto-estrada italiana que no seu traçado de norte ao sul corresponderia a nossa estrada BR 101, foi construida em 1955, para um fluxo diário de 10 000 carros! Trafegam hoje por ela 300 000 carros por dia. Há necessidade urgente de melhorá-la. Os planos para fazê-lo porém, segundo ele,  esbarram sempre em muitas dificuldades.

A taxa de desemprego na Itália continua elevada, e a grande quantidade de imigrantes já ameaça com uma futura descaracterização do país.

Penso, diz ele, que chegou a vez do Brasil. 

"Quero me aposentar no Brasil". Dizia ele esperançoso, ao mesmo tempo que admitia haver perdido o melhor momento de investir no Brasil. "A atual valorização do Real elimina as vantagens que haviam há 10 anos", diz ele.

E no seu modo vibrante e muitas vezes engraçado de comentar, explicou que estava no Rio de Janeiro durante a Copa do mundo de 94. Foi quando aprendeu a apesar de ser italiano, a torcer pelo Brasil nas finais de Copa do mundo. Ao assistir a vibração dos brasileiros pelo futebol, concluiu: "Esse povo merece".

Apesar da sua visão entusiasmada com relação ao Brasil, penso no quanto ainda temos que avançar, para alcançar a Itália, um país consolidado!

O que pensar sobre as nossas desigualdades, a qualidade do nosso ensino público, da nossa saúde pública e sobretudo do aparentemente insolúvel problema da violência?

O que eu penso, é que se nenhum dos tantos governos que tivemos jamais os resolveu, não significa que jamais serão resolvidos. 

Há um ditado popular que aqui é pertinente: "Roma não se fez em um dia".

“Os Miseráveis”, de Victor Hugo, é um romance que se situa nos finais do século XVIII até  meados do século XIX. A Paris bela e rica de hoje, não foi sempre assim.

O Brasil de hoje precisa MUITO melhorar.

Desejo que entre nós prevaleça a decência, para que se faça realidade o que hoje começa a ser vaticinado não só por alguns de nós, como até por europeus bem informados.

O Brasil tem um potencial extraordinário, e os países do chamado primeiro mundo há muito despertaram para o papel que ele está prestes a desempenhar entre as nações mais desenvolvidas do mundo.

O que pude constatar é que isso já é conversa "a boca miúda".

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma Questão de Talento?


Estampa de camisetas à venda aos turistas na Itália.

Famosos pela sua civilidade, os policiais Ingleses que até pouco tempo nem armamentos usavam, Jean Charles à parte, até que poderiam mesmo ser considerados a polícia dos céus.

Comida francesa? Manjar dos deuses! Tão pouca quanto boa!

Banqueiros Belgas?
Tenho pouca experiência para uma melhor avaliação, mas é formidável a reputação que têm no mercado financeiro.

Dançarinos? Pensar em espanhóis é quase imaginá-los de castanholas! Até nos vem a vontade de dançar. Tornou-se há muito um esteriótipo. 

Italianos como "good lovers"? Tudo parece ter começado com Romeu. Não? E quem não gostaria de preservar tal tradição?

Por fim, os alemães.
Quem teria organizado o partido comunista?
Só podem ter sido os alemães!
Além do mais, lembram da Copa de 2006?

Cada macaco porém, no seu galho!

Difícil é conseguir o desenvolvimento generalizado de todos talentos.

Há desastres à vista na troca de atribuições.

O ponto onde quero chegar?

Por mais desastroso que se possa antever os franceses como policiais, Ingleses como cozinheiros, espanhóis como banqueiros, Belgas como dançarinos e alemães como "lovers", nada se compara com as consequencias de Italianos responsáveis pela organização.  

Mas seríamos nós brasileiros mais aptos à organização do que eles?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pompéia

Um dos afrescos melhor preservado de Pompéia.

O GPS ao nos conduzir pelos caminhos mais rápidos, às vezes nos leva a trafegar por partes não turísticas das cidades, e Pompéia de repente pareceu nos transportar às cidades típicas do interior nordestino do Brasil.
Minutos depois porém, a paisagem européia normalizou-se e chegamos ao hotel Piccolo Sogno, no centro da cidade e a apenas 10 minutos de caminhada para as ruínas de Pompéia. 

O ponto alto da nossa estada começaria no dia seguinte, com a abertura dos portões para a visita às ruínas, e terminaria dez horas depois, quando os visitantes mais interessados já se sentiam todos, arruinados pelo cansaço.

A caminhada pela velha e também arruinada Pompéia, começou pelo lado onde mantém-se o seu anfiteatro e alojamento dos gladiadores. Ao seu lado o Large Palaestra construído pelo Imperador Augusto, para proporcionar local apropriado à prática de esportes pela juventude, que a época andava muito dispersa.

Embora funcionasse como um gymnasium para jovens, sabe-se que tinha também uma outra finalidade. Augusto pretendeu  ali reunir os jovens em associações e desenvolver, digamos, um marketing imperial junto aos jovens ainda politicamente inexperientes.


Augusto foi mesmo um danado!


Perto dalí, casas grandiosas, com belos jardins, ao longo da principal rua de Pompéia, a Via dell’Abbundanza.  Tudo isso indica que essa era uma parte menos populosa da cidade, onde moravam famílias mais ricas.

A Via dell’Abbundanza, percorre um longo trecho da cidade, e ao longo da qual nos deparamos com inúmeros pontos de interesse.

Antes um pouco de entrarmos nessa rua, pudemos ver um vinhedo reconstruído no seu local original, obedecendo aos critérios de plantio recomendados em registros históricos da antiguidade, inclusive quanto as distâncias a serem observadas.

Logo no início dessa via, está a imensa casa que pertenceu, a uma mulher ao que tudo indica muito rica, chamada Julia Felix. Uma casa na qual havia até termas! Não longe dalí, quase vizinhos, diz-se que morou o senador Romano que teria sido o primeiro a apunhalar Cesar, o qual juntamente com Brutus terminou exilado, tendo lá morrido. 


As várias imensas e ricas moradias que ali se localizam, inclusive a do casal Paquius Proculus e sua esposa, possuem muitos afrescos, alguns incrivelmente conservados pelas cinzas vulcânicas que impediram a penetração da umidade.

Paquius Proculus e sua esposa, cuja casa era de muito bom gosto, chegaram até nós menos pelos seus feitos ou mal feitos, e sim pela bela e fiel pintura de si mesmos que em boa hora encomendaram a um artista.

Enquanto percorremos além dessas casas as muitas tavernas, uma lavanderia e padarias no local existentes, avistávamos aqui e ali,  a uma certa distância, o vulcão Vesúvio. 


De tão quieto seria difícil imaginar que em momento de zanga, no dia 24 de agosto de 79 d.C. , destruiu tão belo lugar, matando seus 20 000 moradores. 


Como se não bastasse sepultou a cidade sob muitos metros de entulhos, por cerca de 1700 anos. 

De onde melhor se vê o Vesúvio, é da área onde encontram-se os templos. Ele está por trás do templo de Júpiter. Esta área, onde encontra-se o Forum, revela toda a magnificência que teve a cidade.

A propósito, os Romanos ricos tinham vilas fora dos muros da cidade, apreciada pelo seu clima e pela qualidade dos seus vinhos.


 Na Vila dos Mistérios, um desses sítios deve ter pertencido a alguém muito rico e importante. É o que se pode deduzir pelas dimensões das edificações e da área arredor da construção principal, no centro da qual, está uma grande adega subterrânea.

Um detalhe curioso tem haver com as ruas da cidade. Em distâncias regulares, conjuntos de três grandes pedras espaçadas e colocadas em alinhamento, unem as calçadas opostas, propiciando aos seus moradores passarem de um lado para o outro da rua sem nela pisarem.

O motivo, é que as ruas eram muito sujas!

E por falar em sujeira, lembrei de dizer que vimos uma Terma Romana muitissimamente bem conservada, ao ponto de podermos apreciar a forma como a água era para ali trazida, conduzida já dentro do prédio por entre duas paredes.

Ví tudo, penso eu!

Terminou que só me escapou de ir, ao bordel. Há lugares que são temporariamente interditados aos visitantes para restauro, e eis que o chamado também chamado lupanar, foi um desses.

Recomendo a leitura dos inúmeros sites sobre Pompéia, na certeza de que a cidade desperta um interesse universal. Isso é observável pela quantidade de turistas e estudantes das mais diversas partes do mundo.

Entretanto, os jardins reconstituídos de Pompéia, com enormes árvores e ciprestes, junto com as flores, por ser primavera, exalam um perfume que precisamos esperar mais um pouco, para vê-los exalar dos nossos computadores.

Visitemos Pompéia antes que o Vesúvio se avexe de novo!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Viva o Porto!

Comer e chorar por mais.

O Porto é um lugar maravilhoso, de passeios belíssimos, gente simpática e bem humorada, comidas deliciosas e grande variedade de bons vinhos.
Sobretudo é o lugar para como se diz por aqui: "Tirar o ventre da miséria".

Viva o Porto!


Em Portugal fala-se o tempo todo, nas medidas de austeridade que o primeiro ministro Português José Sócrates já anunciou, e que não tem data marcada para terminarem.

Há aumentos de impostos e quanto as reduções de salários,  até mesmo na iniciativa privada, elas serão da ordem de 20 a 30%. Tudo, entrará em vigor já a partir de primeiro de junho.

Os últimos semestres de 2010 deverão ser marcados pela recessão em Portugal, é o que dizem os comentaristas econômicos.

A oposição desgasta ainda mais o primeiro ministro, ao explorar a contradição na qual ele incorreu, ao garantir uma semana antes que não haveria aumento de impostos.

Além do mais ele é acusado de “suspensão da democracia”, porque as medidas entrarão em vigor, sem passar pela aprovação dos parlamentares.

O ministro José Sócrates por sua vez, sai-se como os políticos em geral. Penso que já ouvi Cristina Kirchner na Argentina, dizer algo parecido: 

“O mundo mudou, precisei mudar com ele.  ponho-me  acima dos interesses pessoais. Não tenho porque me desculpar. Teria, se não tivesse tomado as decisões que tomei. Impopulares sim, mas não estou preocupado com a minha popularidade, e sim com os interesses maiores do meu país.”

Os Portugueses dividem-se quanto a sua opinião sobre ele. Há 33% que não querem a sua demissão, e 29% que preferiam vê-lo pelas costas. Os demais preferem nem se pronunciar.

O FMI exige mudanças na legislação trabalhista dos “países periféricos” da Comunidade Européia (Grécia, Portugal e Espanha).

A ministra do trabalho de Portugal alega que isso é coisa que Portugal antecipando-se já fez!

Fala-se também nas pressões para realizar grandes privatizações, naturalmente para usarem o dinheiro do país para pagar os seus credores internacionais. Os seus agiotas! É o que dizem, simplificando, os descontentes.

Ao mesmo tempo, porém, fala-se bastante também por aqui,  sobre futebol. Principalmente agora que se aproxima a Copa do Mundo.

Curioso observar que há um técnico português de imenso sucesso, que acaba de ganhar a Euro Copa, dirigindo a Internazionale de Milão: José Mourinho.

Certamente um Português acima das preocupações decorrentes do delicado momento que vive o país. É provável que depois da Itália, vá agora para o Real Madrid, onde poderá ganhar 40 milhões de Euros por um contrato de 4 anos.

A propósito, esta foi a segunda vez que ele ganhou a Euro Copa, como treinador de um time de futebol.

Quanto ao técnico da seleção portuguesa que disputará a Copa, Carlos Queiróz, ele foi vaiado copiosamente ontem, durante um treino da seleção portuguesa, porque todos acharam o treinamento muito curto! Chegaram a dizer que ele não é técnico para seleção.

Portanto a popularidade do técnico da seleção de Portugal por aqui, está muito mais para a do seu primeiro ministro, do que para a do técnico da Inter José Mourinho.

A vontade dos portugueses, é bater muito em todos dois. No técnico da seleção Carlos Queiróz e no ministro José Sócrates. Cá para nós, eles parece terem razão.

Exceto pelos constantes comentários constrangedores na TV, decorrentes do momento difícil que vive o país, para os visitantes  mantém-se as boas características de sempre, as quais são um permanente convite a voltar sempre.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dessa Vez Foi Diferente!


Dessa vez foi diferente!
A conversa dos taxistas portugueses com passageiros brasileiros,  costumam ser  recorrentes.
Conversam às vezes, até bem!
Chegam  porém finalmente ao ponto, no qual reclamam da presença das brasileiras que vem aqui para “vender o corpo”.
Dessa vez fiquei satisfeito com os comentários que pude fazer de volta, já que esse era o tema.
Antes de falar sobre isso, quero só dizer, que me foi impossível não relembrar as grosserias que ouvi em viagens anteriores.
E olhe que as duas primeiras visitas que fiz a Portugal, foram à época da ditadura de Salazar.
Claro, não pega bem dizer isso, pois termina que poderei parecer mais velho do que me sinto.
Mas já que o assunto gira em torno de, digamos, certas gafes, no Recife mesmo, certo dia, aconteceu o seguinte:
Parei em uma banca de revistas.
Eu olhava uma revista sobre viagens, quando o dono da banca veio de lá e disse o seguinte
- Que tal você olhar esta revista aqui, em lugar da que você está olhando? Esta que você tem em mãos, é para quem vai mesmo viajar. A que estou lhe indicando, é para quem quer apenas ver as figuras.
J
Voltando porém à cidade do Porto.
Certa ocasião, faz uns 15 anos apenas, e o taxista da vez chegou a me dizer que do Brasil a única coisa que  ele gostava, era das mulheres.
Resposta que dei (para deixá-lo com inveja):
- Pois é para lá que estou indo!
E hoje?
Hoje eu expliquei a ele, que a imigração decorre geralmente da má situação econômica de um país.
No caso do Brasil, vivemos hoje uma fase economicamente  promissora.
Por não querer ser deselegante, nem falei que já não vemos no Brasil, ministros austeros como o ministro português que ontem apareceu na TV, para falar aos portugueses, sobre medidas de austeridade.
Em resumo, o que eu disse  para ele, foi que muito em breve as “nossas “meninas”, já não cruzarão o atlântico.
Também evitei é claro, de falar em inversão de fluxo.
Afinal, gosto daqui, e entendo que em geral, os portugueses são muito simpáticos ao Brasil.
Até mesmo alguns taxistas! J

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dragões e Primavera.



Alguém que costumava postar regularmente no seu blog,
quase desaprendeu a fazê-lo.

Descobri finalmente o que acontecera!

Afinal, diz um provérbio francês:
"Não há árvore que não tenha sido sacudida".

...foi que a árvore dele balançou um bocado últimamente.

Balançou de um jeito tal,
que metáfora melhor seria a de
que ele andou lutando contra dragões. 

Nem preciso dizer,
que dessa luta ele saiu todo arranhado.

Por vários dias,
 a tristeza dele foi tão profunda,
que por mais que tentasse,
só conseguia dar a volta, 
por baixo!          :-)))

Entretanto,
 ao reencontrá-lo,
depois de tudo isso,
quase nenhuma diferênça,
 nele notei.

Exceto pelos súbitos cabelos que prontamente surgiram 
para branquear a sua cabeça,
pelos quilos que emagreceu
(pelo menos isso foi bom),
e sobretudo pela testa antes tão lisa,
que agora anda toda vincada,
 pelo tempo que enrugada passou. 

Fosse ele um transformador de potência,
e a engenharia elétrica permitiria cálculos
para determinar a partir da sobrecarga suportada,
 qual teria sido a sua presumível perda de vida.

Essa criatura que sempre aparentou uns poucos meses a menos do que a idade que tinha,
observo agora que acaba de perder essa ligeira vantagem.

Fiel porém ao princípio de que viver não é esperar a tempestade passar, 
e sim aprender a dançar na chuva, 
diz ele ter lembrado do que disse Friedrich Nietsche:
"O que não me mata, me fortalece".

Hoje,
 já  brilham para ele,
luzes no fim do túnel.

Ao contrário do que possam pensar os pessimistas,
não são os olhos dos dragões ferozes brilhando na escuridão.
São as luzes da primavera que sempre voltam depois do inverno.

Apesar de tudo,
 eu lhe disse para lembrar que:

Tempus fugit; o tempo foge.
Portanto, carpe diem:
 colha o dia como um fruto que amanhã estará podre.


... e volte a postar!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Câmara dos Estados Unidos aprova reforma da saúde proposta por Obama.



Acaba de ser aprovada pela câmara dos representantes dos Estados Unidos, a reforma da saúde proposta por Obama. A diferênça de apenas 9 votos (218 X 209) dá uma idéia da dificuldade que foi conseguir a aprovação. Além do mais, eram necessários pelo menos 216 votos favoráveis, sendo que 34 parlamentares democratas, portanto do partido de Obama, votaram contra.


O projeto segue para o senado,  onde poderá ser aprovado por maioria simples, o que significa que será aprovado com facilidade, para que possa ser sancionado por Obama.

Pois é! "Nunca antes na história daquele país", houve saúde pública gratuita para os seus cidadãos. Eles sempre tiveram que pagar por um plano de saúde particular, e estima-se que 46 milhões de americanos não conseguem fazê-lo.

A lei ampliará a cobertura médica para 32 milhões de americanos, que hoje não tem qualquer tipo de assistência, e 95% dos quase 300 milhões de habitantes dos EUA terão cobertura médica.

A vitória de Obama é Hercúlea, principalmente se considerarmos que desde Theodore Roosevelt (1901 - 1909) discute-se essa questão. Ela é tão polêmica, que 55% dos cidadãos americanos são contra. Afinal, serão gastos 940 bilhões de dolares em 10 anos, para uma finalidade outra que não a guerra.

Clique no título acima, para ler mais.

Fonte: UOL Notícias em São Paulo às 23h 45 de 21 de março de 2010.


sábado, 20 de março de 2010

A "Eficiência" Privada Apaga a Sua Luz.


Assistimos a uma incontestável piora da qualidade do atendimento à população pelas concessionárias de energia elétrica. O aumento da ocorrência de desligamentos e as demoras  significativas para o seu reestabelecimento, não tem precedentes.

Elas ocorrem por todo o país, embora a repercussão maior seja nas cidades mais populosas e importantes. No Rio de janeiro, porque além do mais, prepara-se para sediar os jogos olímpicos de 2016. Em Brasilia, porque acontece de as vezes "faltar luz", como ante-ontem,  justamente onde dela mais precisam: no Congresso Nacional. Em São Paulo porque é a cidade que não pode parar...

Ao longo dos últimos tempos porém, o Recife também tem sido uma grande vítima desse mesmo mal. 

Ao longo dos últimos meses, tem sido assustadora a frequencia com que se sucedem as faltas de energia, no bairro onde moro (Parnamirim). Na pane mais recente, faz apenas  dois dias, o tempo para re-estabelecimento foi sem precedentes: demoraram quase 13 horas!

A causa disso que estamos assistindo, é apontada na matéria pouco divulgada abaixo, publicada no Jornal  A Folha de São Paulo.

Concessionárias de energia elétrica que foram privatizadas, reduziram os seus investimentos, o que já se reflete na má qualidade do seu atendimento. A campeã da redução dos investimentos, é a privatizada CELPE (Companhia de Eletricidade de Pernambuco). A responsável pelas quase 13 horas sem energia que passamos ontem, e pelas que ainda vão acontecer.

Como não é possível retroceder no tempo e fazer mais adeptos a não privatização do setor elétrico, resta aos prejudicados exigirem da Aneel, que cumpra se puder, o seu papel fiscalizador. É quando muitos descobrirão tarde de mais, que na prática a teoria é outra. O ideal seria que a CELPE tivesse mesmo continuado estatal. Teríamos agora melhor qualidade de serviços e maior nível de investimento.


Continuemos então pagando energia cara e de má qualidade, conscientes agora de que quando não é mais possível corrigir só resta saber suportar. Afinal, melhorar é sempre muito mais difícil do que piorar.


A “eficiência” privada apaga a sua luz
março 7th, 2010 às 9:55
Ainda na Folha de hoje – e não foi colocado na internet – há um elucidativa matéria sobre as razões das constantes quedas de energia que se registram em todo o país. Temporais, calor, tudo isso evidencia que as redes de distribuição estão mal conservadas e sobrecarregadas. E a reportagem deixa clara a origem disso: as distribuidoras cortaram os investimentos: nas seis com piores indicadores, este corte chegou a 30%.
Olhe o gráfico abaixo e veja os níveis a que se chegou em algumas distribuidoras, embora todas tenham reduzido os investimentos.

É evidente que as empresas dizem que não é bem assim, e que a Aneel, de novo e de novo, diz que vai multar pesadamente as empresas, multas que elas pagam, é claro, com o dinheiro do consumidor. E as ameaçam, agora, com a “nova” regulamentação que faz com que os consumidores lesados sejam diretamente indenizados, na proporção do tempo em que cada um ficou sem energia.
E não aparece um repórter para perguntar o óbvio: quem vai controlar isso? O consumidor? A Aneel? Vão instalar “apagômetros” nos relógios?
A tal “nova” regulamentação – que já existia – já tem mais de três meses. Aposto que a luz já apagou na sua casa. Assim como aposto que não deram um centavo de desconto na sua conta.

sábado, 6 de março de 2010

Quase lá!

Durante a Feira Internacional do livro na Alemanha, versão 2009, uma grande novidade foi a ênfase sobre a expansão do livro eletrônico. 
O livro tal como hoje o conhecemos e a eles nos habituamos e até nos afeiçoamos, está com os seus dias contados.
Veja só o gráfico abaixo:

                                         A Fonte é a Revista Superinteressante de março/2010.

O Kindle, na foto acima, lançado pela Amazon, tem sido o primeiro dos "e-books" a satisfazer o requisito básico de proporcionar conforto (aos olhos) durante a leitura. Finge muito bem que é um livro, mas nele ainda não é possível passar a página.  

Já o IPAD, da Apple, que será lançado ainda este mês nos Estados Unidos, permite passarmos a página em lugar de apertar um botão.
E ele é muito mais que apenas um e-book. Entretanto, sua tela de LCD, não oferece o mesmo conforto para leitura que o Kindle, de acordo com os especialistas que o testaram. 

Quando alguém conseguir reunir em um só as vantagens do Kindle e do IPAD, diz-se que será o fim do livro.

Naturalmente que não há barreiras para os avanços tecnológicos que estão por acontecer nessa área.
Quem sabe teremos logo mais, e-books dos quais os saudosistas (eu serei um deles) possam sentir o cheiro do papel, acompanhar o amarelamento das páginas com o tempo,  quem sabe até o seu esfacelamento, o atrair das traças, e até mesmo os acidentes que possam vincar uma página, rasgá-la, ou sujar de chá, café ou chocolate...
E além de tudo isso, o que mais você possa imaginar. :-)))
Claro que esses custarão mais caro!

No mais, a matéria da Revista Superinteressante deste mês (Texto de Alexandre Versignassi), faz um interessante comentário. Em 1427, a biblioteca da Universidade de Cambridge tinha apenas 122 livros. Claro que manuscritos, e caríssimos. Três décadas depois, a Bíblia de Gutemberg "chegava à ruas". Hoje, a biblioteca daquela Universidde tem 7 milhões de livros, em 150 Km de prateleiras. Todos estes livros cabem em quatro discos rígidos de 500 gigabytes cada ( dois HD´s de 1 terabytes cada, ou um HD de 2 terabytes).

O Kindle, pesa 400g e nele cabe uma biblioteca de 1500 livros, que poderão ser baixados via 3G, de um acervo de 20000 obras disponíveis na loja Amazon.

Digamos que reler uma biblioteca assim fosse possível a uma média de um livro por dia, e seriam aproximadamente 4 anos, até que você precisasse "baixar outros 1500! :-)))

Nos países desenvolvidos a média de livros lidos em um ano é de seis livros por habitante. No entanto no Brasil, a média é de dois livros por habitante.
Sendo assim, no nosso país a capacidade de armazenamento atual de um Kindle atenderia a necessidade dos leitores durante 750 anos, contra apenas dois séculos e meio para leitores dos países desenvolvidos.

A propósito, não mais duvido da capacidade de leitura de alguns, a partir daquela história de alguém que maravilhado com a imensa biblioteca de um amigo, perguntou-lhe:
- Você realmente já leu todos esses livros?
Ao que ele respondeu:
- Não. Eu os escrevi. :-)))

Bom! ficarei por aqui, porque estou de saída para um dos meus lugares preferidos: A Livraria Cultura.
Mas e amanhã? Quando não mais houver a Livraria Cultura?
Claro que ela sempre existirá!

O acesso a ela porém será virtual, e continuaremos a poder ir até lá, só que sem precisar sair de casa!
E vai ser bom!

Como diria Sir Winston Churchill:
"Sou otimista, porque não vejo vantagem em ser pessimista".

O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!