Apenas mais um Blog.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Mensagem Brutal"



Christophe Dejours é um psiquiatra e psicanalista francês, fundador da chamada "psicodinâmica" do trabalho. A psicodinâmica é o estudo das relações entre respostas e estímulos. 

Sabemos que o neo liberalismo que se nos abateu após a queda do muro de Berlim, mudou para pior a organização do trabalho. 

As consequencias hoje já se podem medir, pelos efeitos decorrentes da perda da saúde mental de trabalhadores em todo o mundo. 

Em uma longa entrevista ao jornal português Público, Christophe Dejours revela aspectos cruciais sobre essa questão, e eu diria que alguns são realmente estarrecedores. 

Há 12, 13 anos, passaram a ocorrer suicídios e tentativas de suicídio, na França, no próprio local de trabalho. Segundo o especialista entrevistado, "um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal". 

Fatos da mesma natureza foram também observados em outros países europeus, como a Bélgica, onde a questão foi igualmente investigada.

A responsável por tais ocorrências é uma das maiores características atuais dos ambientes de trabalho nas empresas: a falta de solidariedade, decorrente da natureza competitiva estimulada entre colegas de trabalho.

De toda essa pobreza de comportamento, sempre achei emblemático (e ridículo) , o conto do "Leão e a gazela". Ele fez parte por uns tempos (talvez ainda faça) do repertório de consultores administrativos em suas palestras corporativas: 

"Toda manhã na África, uma gazela acorda.
Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões ou será morta...
Toda manhã um leão acorda.
Ele sabe que precisa ultrapassar a velocidade da gazela mais lenta ou morrerá de fome.
Não importa se você é um leão ou uma gazela...
Portanto, quando o sol nascer, é melhor você estar correndo!"

Acredito porém que você poderá considerar que ainda não viu nada, até ler a entrevista aqui postada. É incrível que em plena Europa do século XXI, treinamentos absurdos ocorram, algo verdadeiramente insólito, como é o caso de um treinamento que veio a tona, e é comentado pelo entrevistado, ao longo dessa entrevista, a qual lhe convido a ler.

Por outro lado, é dito que "entre 2006 - 2007 na Renault, aconteceram 5 suicídios consecutivos, sendo que 4 deles, atiraram-se do topo de escadas interiores do quinto andar, à frente dos colegas num lugar de muita passagem na hora do almoço. Na France Télécom aconteceram 25 suicídios".

Hoje na França ocorrem cerca de 300 a 400 suicídios no trabalho, por ano.

A questão merece portanto a devida atenção, e na opinião do psiquiatra e psicanalista Christophe Dejours, "Temos de aprender a pensar o trabalho colectivo, de desenvolver métodos para o analisar, avaliar – para o cultivar. A riqueza do trabalho está aí, no trabalho colectivo como cooperação, como maneira de viver juntos. Se conseguirmos salvar isso no trabalho, ficamos com o melhor, aprendemos a respeitar os outros, a evitar a violência, aprendemos a falar, a defender o nosso ponto de vista e a ouvir o dos outros."

Pois é, eu sempre soube que isso não ia mesmo dá certo! O tempo é mesmo o senhor da razão!

Para ler a entrevista, clique no título acima ("Mensagem Brutal") ou acesse:
http://www.publico.pt/Sociedade/um-suicidio-no-trabalho-e-uma-mensagem-brutal_1420732

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre o PIG.


A sigla P I G (Partido da Imprensa Golpista) foi cunhada pelo Jornalista Paulo Henrique Amorim. No seu Blog, (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/) ele costuma exercitar o que podemos chamar de jornalismo independente. Em tempos de novos espaços para divulgação das opiniões, a internet é o que podemos hoje considerar, o espaço democrático por excelência. 

O mesmo não podemos dizer no Brasil, da mídia tal como constituída e organizada, para a defesa de interesses pessoais dos seus donos. Considerando que as rádios e TV´s são concessões públicas, não deveriam muitas delas terem renovadas essas concessões, face aos descalabros que já cometeram; interferindo inclusive no resultado de eleições, como na fraude por ocasião da eleição de Brizola para governador  do Rio de Janeiro, e posteriormente na edição tendenciosa do debate final entre Lula e Collor, na eleição presidencial de 1989. 

De acordo com comentários no Blog do PHA, "nos Estados Unidos, Obama não dá entrevista a FOX News, de Rupert Murdoch, porque a Fox não é um orgão de imprensa, mas um apêndice do Partido Republicano."
"No Brasil o chamado PIG é um apêndice do PSDB, dos Demos e do Golpe."

Ao clicar no título acima, "Sobre o PIG", ou no link: http://vimeo.com/7459748 você poderá assistir a um interessante vídeo que busca conscientizar para a importância dessa questão, e que termina por ajudar a entender a posição de Hugo Chávez, no tocante a essa questão na Venezuela.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Arte de Responder.


Mais interessante do que a arte de perguntar, é a arte de responder. 

A arte de bem responder, entretanto, requer sensibilidade, senso de oportunidade, e sobretudo inteligência e preparo.

Como essas não são qualidades democraticamente distribuídas, sobretudo entre os políticos, é incomum que alguém se destaque pelo brilhantismo, durante uma entrevista.

Gostaria de recomendar a todos a leitura da entrevista à página 42 da Revista Época desta semana (22 de fevereiro de 2010), com a candidata à presidente, Dilma Rousseff.

Eu destacaria para exemplificar o que disse, os seguintes trechos:

Época - A aproximação do Brasil com o Irã não afiança os abusos cometidos contra os opositores do regime?
Dilma - Quando a gente faz a mesma coisa com os Estados Unidos, estamos afiançando Guantanamo (prisão em Cuba para os acusados de terrorismo)? Ou o que aconteceu em Abu Ghraib (prisão do Irque onde iraquianos foram torturados por americanos)? Não estamos fazendo isso. Estamos nos relacionando soberanamente. Essa posição de interferência na política interna dos outros já levou a muitos problemas no mundo. Um exemplo é o Haiti, produto de uma política internacional que se julgava no direito de exigir A, B, C, ou D do povo haitiano. Deu no que deu, um desastre.

Época - Vários governos da América Latina, em especial a Venezuela, tentam controlar a mídia e cercear a liberdade de opinião. Qual é a sua opinião sobre o governo do presidente Hugo Chavez?
Dilma - No governo brasileiro somos a favor da liberdade de imprensa e de livre manifestação, um direito fundamental da democracia. Não queremos cercear, controlar o conteúdo de jornais ou fazer algo similar. Mas não nos relacionamos com países exportando nosso modelo para ninguém, nem impondo esse modelo. Não fazemos isso. É muita pretensão quem pensa que define de fora a política interna de um povo. Ela tem suas características, suas especificidades e suas realidades sociais. A Venezuela é uma realidde, nós somos outra. Temos uma relação com a Venezuela sim, e mantemos essa relação. Temos também uma relação com o presidente Álvaro Uribe (da Colômbia), que está pedindo o terceiro mandato - e não tenho visto por aqui ninguém questionando o terceiro mandato dele.

Época - Quando a senhora diz ser radicalmente contrária a privatização do patrimônio público, isso soa como crítica às privatizações do governo FHC, como se elas tivessem sido danosas...
Dilma - Não chegou a ser tão danoso como foi para países vizinhos, porque não conseguiram fazer tudo. Mas pegaram a Petrobras e começaram a tentar reduzi-la a uma dimensão menor. Impediram a verticalização da empresa, que ela tivesse ganhos de escala.

Época - Mas a privatização da Petrobras estava impedida por lei ...
Dilma - Achamos estranha aquela história do nome Petrobrax. Era uma tentativa de abrir o capital mais do que devia. A única parte do Brasil no nome da Petrobras é o "bras". Se é capaz de transformar um S em X, tem dó ... As intenções são muito claras.

Época - E a privatização da Vale? E das Teles?
Dilma - Com as teles, acho que foi diferente. Em relação à Vale, vamos ter de fazer exigências a respeito do uso da riqueza natural. Isso não significa reestatizar. Ela pode ser perfeitamente privada, desde que submetida a controles. Só não acho possível concordar que a Vale exporte para a China minério de ferro e a gente importe bens e produtos siderúrgicos. Essa não é uma relação do nosso interêsse como nação. Não vejo grandes problemas no setor elétrico. A privatização de Furnas foi impedida porque o pessoal se mobilizou. A visão que se tinha de não planejamento e de não visão de longo prazo no caso da energia deu no que deu em 2001 (ano do apagão). Sou contra privatizar o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. Minha gratidão com a história é que ela provou que a gente estava certo. Ai de nós se não estivéssemos os três bancos! Só conseguimos enfrentar a crise econômica porque tinhamos estrutura para enfrentá-la. Porque na hora da crise, quando o pavor bate ...

Época - Podemos mudar de assunto?
Dilma - Não, é que quero explorar muito essa história do Estado, sabe? O Estado mínimo tem uma perversidade monstruosa. Sabe qual é? 

.... e a entrevista continua...

Para os interessados, visitem:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Possível Comunicação com Pacientes em Estado Vegetativo.


A extensão do texto a seguir

é compensada pelo conteúdo

verdadeiramente interessante,

atual e naturalmente importante!


    
Imagens do cérebro permitem que um paciente em estado vegetativo possa se comunicar.

A pesquisa é um desafio às nossas idéias sobre consciência.


Quinta feira, 04 de Fevereiro de 2010

Algumas pessoas pensam que em estado vegetativo - uma persistente falta de sensibilização seguida a um dano causado ao cérebro - pode-se estar mais acordado do que previamente se pensava, e de acordo com novas pesquisas, capaz até de se comunicar. 



 Um paciente em estudo publicado hoje no New England Journal of medicine (NEJM), foi capaz de corretamente responder a uma série de perguntas do tipo sim ou não, sendo as suas respostas interpretadas via imagens do cérebro.



Mind reading: A patient with no outward signs of awareness was able to answer yes-no questions via functional magnetic brain imaging.
Credit: UK Medical Research Council
A pesquisa destaca o quanto pode ser difícil diagnosticar pessoas nessa condição, e como novas tecnologias podem ser capazes de ajudar.

Ela também abre novos caminhos para a comunicação com aqueles pacientes considerados perdidos para o mundo, e levanta questões éticas e filosóficas sobre a definição de consciência e como acessá-la.

Em minha visão, este artigo científico é uma descoberta da ciência cognitiva e da neurologia, e será a base para uma discussão mais aberta sobre o que realmente significa estar acordado, alerta, e humano," Diz Allan Ropper, um neurologista do Brighham and Women´s Hospital em Boston, que escreveu um comentário no artigo do NEJM.

Em 2006 Adrian Owen, um neurocientista do Medical Research Council (MRC) em Cambridge, Inglaterra, e colegas, publicaram uma surpreendente descoberta. Uma imagem de ressonância magnética funcional, uma medida indireta da atividade cerebral, revelou que um paciente que não apresentava sinais de sensibilização vários meses após um acidente de carro, podia responder mentalmente a uma complexa série de comandos quase da mesma maneira que uma pessoa saudável.

O novo estudo originado dessa pesquisa mostra que o caso anterior não era um incidente isolado, e que a imagem do cérebro pode atualmente ser usada para se comunicar com pacientes sem respostas.

Essas condições, chamadas de desordens da consciência, são frequentemente erradamente referidas como comas. Entretanto, comas duram tipicamente dias ou semanas. Depois disso os pacientes acordam ou passam a um estado vegetativo (no qual tais pessoas são totalmente inconscientes do ambiente) ou um estado mínimamente consciente (no qual eles podem ocasionalmente chorar ou rir, alcançar objetos, ou mesmo responder a simples questões). Pacientes são tipicamente diagnosticados ao lado do seu leito por meio de uma série de exames neurológicos que acessam o seu estado de consciência do seu ambiente.

No presente estudo, pacientes diagnosticados como vegetativos ou minimamente conscientes foram solicitados a imaginarem-se jogando tenis - uma tarefa motora - ou imaginarem-se caminhando pelas ruas de uma cidade que lhes fosse conhecida ou sua casa - uma tarefa espacial.  

 Em pessoas saudáveis, cada uma dessas tarefas ativa uma parte característica do cérebro, permitindo aos cientistas a partir do escaneamento do cérebro saber qual das situações a pessoa está visualizando.

A tarefa é também do ponto de vista cognitivo considerada complexa: O paciente deve compreender o comando, relembrá-lo durante o teste, e então realizar a vizualização.


Os pesquisadores encontraram cinco de 54 pacientes que presumia-se em estado vegetativo que foram capazes de intencionalmente controlar sua atividade cerebral, sugerindo que, embora raro, algumas pessoas com poucos ou nenhum sinal de sensibilização, tinha sinais mensuráveis de consciência.Todos aqueles cinco tinham sofrido danos cerebrais resultantes de trauma, mais do que privação de oxigênio, confirmando que esse grupo tem uma perspectiva mais promissora de recuperação.

A equipe foi além para mostrar que em um paciente, de 22 anos de idade tinha sido diagnosticado como em estado vegetativo depois de um acidente de carro cinco anos antes, dessa tarefa de imaginação ter sido utilizada para estabelecer a comunicação.

O paciente foi instruido para imaginar jogando tenis se a resposta a uma pergunta fosse sim, e imaginar em sua casa se a resposta fosse não. Ele foi capaz de responder cinco de seis questões, e respondeu todas elas corretamente. Os cientistas não souberam as respostas as perguntas antes do teste, confirmando-as depois com a mãe do paciente. Para a última pergunta, em lugar de que tivesse dado uma resposta incorreta, ele não mostrou nenhuma atividade cerebral.  Os pesquisadores dizem que ele pode ter adormecido, sofrido um lapso de consciência, ou escolhido não responder.


 "Este é um primeiro caso, mais pelo menos ele mostra que a tecnologia está desafiando os limites   dos exames clínicos realizados no leito," diz Steven Laureys, chefe do grupo de ciencia do coma na universidade de Liege, na Belgica, e um dos autores do paper. "Eu estou convencido que nós necessitamos adaptar nossos padrões de cuidados e as nossas estruturas éticas e legais para levar em conta esta nova tecnologia. Os pesquisadores não testaram os outro quatro pacientes que poderiam ter imaginação mental, principalmente devido a dificuldades de fazer os testes.

As descobertas abrem a possibilidade de que alguns desses pacientes possam ser capazes de participar de decisões a respeito dos seus próprios cuidados médicos, embora um certo número de questões cientificas, éticas e legais necessitarão ser discutidas antes de dar esse passo.

No recente experimento, por exemplo, cientistas não perguntaram ao paciente se ele sentia dor, em lugar disso fixando-se a questões factuais com respostas que eles pudessem depois confirmar. 

Antes de atacar importantes questões como a dor, tratamento, fim da vida, e daí por diante, há uma porção de coisas que nós devemos discutir na comunidade médica como um todo," diz Laureys.
Saber exatamente o quanto tais pacientes possam estar acordados, ainda não está claro. 
Pessoas em um mínimo estado de consciência tendem ter niveis flutuantes de consciênica, respondendo a simples questões ou comandos sem muita confiança.

E ao contrário de pacientes com "locked-in syndrome", na qual um específico tipo de "brain-stem stroke" deixa a pessoa profundamente paralizada mas amplamente intacta cognitivamente, essas pessoas tem claramente dano cerebral e provávelmente sofrem de severas deficiências. "Mesmo que elas possam dizer sim ou não a uma pergunta simples, se elas retém suficiente capacidade cognitiva para responder a mais complicadas questões, nós não sabemos." Diz Martin Monti, um  pesquisador em pós doutorado do MRC e o autor principal do paper.


Intrigantemente, antes do recente experimento, médicos especializados eram incapazes de estabelecer qualquer tipo de comunicação com o paciente de 22 anos. (alguns pacientes, por exemplo, podem piscar em resposta a sim ou não às perguntas.) "Isso deve significar que em algum lugar o seu sistema não pode produzir comportamento que se adeque ao seu nivel de funcionamento cognitivo." Diz Monti. "Ele claramente podia entender a fala, nos ouvir e imaginar coisas. Estes são todos comportamentos razoavelmente complicados.

Pesquisadores estão agora tentando desenvolver metodos alternativos de medição de atividade no cérebro desses pacientes. A MRI funcional é muito cara, leva muito tempo, e aspectos tecnicamente desafiantes devem permanecer durante o escaneamento, um problema para aqueles que não podem confiávelmente seguir orientações. Dispositivos de eletroencefalograma (EEG), os quais medem a atividade elétrica do cérebro via sensores na superfície do couro cabeludo, são mais baratos e mais portáveis que scaners MRI e estão atualmente sob estudos por Laureys e outros. Pesquisafores também apontam para o desenvolvimento de interfaces cognitivas do cérebro as quais permitirão os pacientes interegirem com o seu ambiente, similares aqueles sob desenvolvimento para pessoas severamente paralizadas.

"Eu penso que você verá que essas ferramentas serão desenvolvidas relativamente rápido, porque há um senso de urgência." Diz Nicholas Schiff, que está coordenando uma pesquisa similar na Weill Cornell Medical College, em Nova York. "Nós queremos saber o quanto confiavelmente elas podrão se comunicar, e se podemos dar a eles diferentes metodos para iniciar a comunicação.

Para conhecer o artigo na íntegra, visite: 
http://www.technologyreview.com/biomedicine/24475/

domingo, 31 de janeiro de 2010

O Excelente RAP do Boris.


Após dois lixeiros desejarem a todos um feliz Ano Novo de 2010,  
durante um telejornal nacional, 
os que assistiam ouviram o seguinte comentário infeliz do seu âncora,  
que achando que o microfone estava desligado, 
comentou com ironia e desprezo:


"Que merda! ... dois lixeiros desejando felicidade ...
do alto das suas vassouras ...
dois lixeiros ...
O mais baixo da escala de trabalho ... "
 
(Boris Casoy)


A repercursão e algeriza provocados,  
certamente ficarão para sempre registrados no excelente rap de letra inteligente, 
cujo vídeo você poderá ver no Youtube, 
clicando no 
titulo acima ("O Excelente Rap do Boris").

Letra do rap: 
"Isso é uma vergonha".
(Voz e letra de Garnett)

É pra quem quiser ouvir
isso que eu vou dizer.
Com o microfone em aberto
doa a quem doer.
Ele é tampa na Band
era um respeitado âncora.
Agora já era uma lamentável anta.
Se desculpou pelo ódio ter sido 
transmitido.
O que vale é o pensamento por ti emitido.
Independente disso que tu disse 
ou tu pensa.
Nêgo dispensa suas desculpas e 
aparência.
Falsário, facista, otário, classista.
No noticiário um comentário elitista.
O seu silêncio o povo pede.
Se fez merda, não mexe.
Mais mexe mais fede. Isso.
Falando de mau cheiro
é quem tu chama de lixeiro
que inibe a multiplicação
da sua espécie. Lixo.
Quanto sou feliz sem diploma de médico!
Existe até ouvir profissional ante ético.
Se doenças o fizeram excluido na infância
nem isso amenizou sua arrogância.
Se eu fosse você teria vergonha 
novamente de dizer:
"isso é uma vergonha".
"A televisão não gosta de se corrigir.  
Dizer: olha nós errramos. 
A não ser quando ela é obrigada 
a fazer isso" (Boris Casoy).
A gente se desculpa pelo que 
não quis fazer.
Você quis dizer. 
Só não quis que viesse a perceber
o tipo de infelizes que você é.
Falam o que quiz agora ouve 
o que não quer.
Na redenção não foi verdadeiro.
Sem opção ou pedia perdão
ou um novo emprego de lixeiro.
Isso se o lixo concordasse 
de ser recolhido por alguém da sua classe.
Mas a pior sujeira não sai com sabonete.
Amiga, vai varrer a sua para baixo 
do tapete.
Lamentável, seu falso arrependimento
não faz do seu conceito lixo reciclável.
Mas cada um acha o que quer.
Não é mesmo?
E você achou.
Confusão com um país inteiro.
Se redimir pelo que é, é estupidez.
Comentário infeliz, infeliz é quem o fez.

"Num vazamento de audio,
eu fiz um comentário infeliz,
que pode ter ofendido 
determinados profissionais da mídia.
Aos que se sentiram ofendidos,
eu peço minhas profundas desculpas.
F u t e b o l."
 
(Direção, imagens e edição: Maia)

De parabéns:
Maia (Direção, imagens e edição), Garnett ( Voz e letra ):
(Selo): Pegada de Gigante,
(Assistência/Criação): Robson Ribeiro, Evelyn Albuquerque, Douglas Campolim, Marcos Maia e Daniel Olmedo
(Direitos de Imagem gentilmente cedidos por)
Bruno Ruguê
Diogo "Jhow" Castilho
Hion Silva
Rafael Dan
Rafael Scotto
Rudão Brandolin



Valeu!!!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Estadista Global Sim, e Homem Liberto !


Certa vez, uma pessoa (ainda) adversa à figura do Lula, abriu um parêntese para confidenciar a um amigo: "Admito que há nele (no Lula), uma coisa que admiro. Outro dia, eu pensava nisso! Sou médico, participo de congressos nacionais e internacionais. Não raras vezes, me dou conta de estar na presença de outros profissionais da minha área, considerados profissionais de renome. Nessas ocasiões, não me sinto a vontade como gostaria, para interagir com eles. Quanto mais, fazê-lo com naturalidade! Por isso acho admirável vê-lo (Lula) circular com desembaraço entre as maiores autoridades mundiais, Chefes de Estado, Reis, Rainhas ... E ouvir "Esse é O Cara" dito por Barack Obama."

Infelizmente nem todos conseguem entender onde está a verdadeira grandeza de um homem, e muito menos o verdadeiro significado de ser livre.
Você pode até duvidar do que lhe digo, mas a foto que escolhi para ilustrar essa postagem, foi objeto de críticas de alguns! 

As críticas ao Lula deveriam se ater quando formuladas, às discordâncias políticas. As que resvalam para o lado pessoal, denotam que ao fazê-lo é mais pelo sentir, do que pelo pensar. Nesse caso, os ataques perdem em consistência, na medida em que revelam inaceitação devido ou ao preconceito, ou a uma limitada capacidade de entender as coisas.

Quando aproxima-se o final dos seus oito anos de governo, e no auge dos seu índice recorde de aprovação, Lula recebeu hoje (através do seu representante em Davos - Embaixador Celso Amorim), o título inédito a ele concedido pela ONU, de "Estadista Global".

Considerando que antes desse foram vários os prêmios Internacionais importantes que também recebeu, entre eles o de "O Homem do Ano" concedido pelo Le Monde, é impossível eu não lembrar face aos seus críticos pessoais mais ferrenhos, o que dizia um famoso cronista social já falecido:

"Os cães ladram e a caravana passa".

Além do mais como já disse Miguel de Cervantes: "Pretender atar a língua dos maledizentes é o mesmo que pretender colocar portas no campo."

Parabéns, Lula! 
Fique bom da hipertensão, e continue a Lular ...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tá Quente, ou Tá Frio?




Negar um pensamento estabelecido, contrariando ideias já arraigadas, tem lá uma característica desestabilizadora. O perigo de contrariar interêsses já manifestou-se por vezes na história da humanidade. Que o digam Copérnico e Galileo.


Em se tratando de meio ambiente, estabelecido está que o homem é mesmo o grande responsável pelo "aquecimento global".


Cientistas de renome corroboram para a aceitação dessa quase evidência, quando apontam para o derretimento das geleiras, o aumento da temperatura dos mares, e o crescimento médio da temperatura ao longo dos últimos anos no planeta, ao mesmo tempo que poluímos mais.


Realizou-se em Copenhage a COP 15, e o assunto ganhou espaço na mídia de todo o mundo, que cobra providências imediatas para "salvar o globo". 


Os ambientalistas engalfinham-se com a polícia, radicalizam os seus protestos e dão a noção de urgência da sua visão sobre o problema.


É quando surge um tranqüilo senhor que com serenidade e firmesa, diz com base em 30 anos de experiência na área da metereologia:
"Não há "aquecimento global". Há "resfriamento global".


Dr Luis Carlos Molion, carioca há quinze anos morando em Maceió, representante do Serviço de Metereologia de Alagoas. Phd em metereologia pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.


Eu recomendo você conhecer a sua entrevista no Canal Livre da Band, apresentado no domingo 10 de janeiro de 2010, às 23h 30.  Para tal, visite "Os fatos e mitos da mudança climática" em: http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp


Perguntado se estariam errados os que em Copenhage defenderam posição oposta a sua, o Dr Molion respondeu com muita propriedade, que não houve discussões científicas em Copenhage. O que lá aconteceu, foram países culpando uns aos outros por eventuais responsabilidades nas mudanças climáticas, e exigindo reparações.


Sobre o aumento médio da temperatura no globo, argumentou: termômetros na sibéria, considerados na coleta de dados para obtenção da média, desde a queda da chamada "cortina de ferro", deixaram de ser considerados. Em conseqüência observaram-se a partir de então valores médios de temperatura maiores, sem que isso representasse aumento real das temperaturas do globo.


E quanto ao derretimento das geleiras? Afinal essas todos nós já vimos na TV! Pois na opinião do Dr Molion, elas não ocorrem na Antártica. Ocorrem apenas no Polo Ártico, e essa não é a primeira vez. Ocorreram também em 1921, quando várias expedições se deslocaram até lá, para presenciarem.


Trata-se de um fenômeno que resulta da elevação da temperatura do mar no hemisfério sul da ordem de 14 graus acima do habitual, por razões desconhecidas. Esse aumento na temperatura, cria uma corrente marinha se deslocando para o polo norte. No Polo Norte,  um aumento da temperatura de apenas cerca de meio grau Centígrado nas suas águas, temina por derreter o gelo na parte inferior dos icebergs. O efeito para os observadores que contemplam a ponta dos icebergs, que representam apenas um terço do total, é que eles estão derretendo devido a um aumento da temperatura ambiente. Na realidade, o que está derretendo é o gelo da sua parte inferior, devido a um aumento de temperatura da água!


Segundo o Dr Molion, o homem não tem controle sobre a temperatura da terra. A influência sobre essa temperatura, é proveniente do Sol e dos mares. Estes abrangem como sabemos, cerca de dois terços da superfície terrestre.


O globo já viveu período glacial, seguido de aquecimento, sem que nem sequer o homem estivesse presente.


A propósito, o Dr Molion lembrou em sua entrevista, que de 1946 até 1976, falava-se insistentemente, em "esfriamento global"! Eu e talvez você, talvez também lembre disso. Infelizmente, que a partir de então, o globo esperimentou de fato um ligeiro aquecimento, que voltou a reverter, quando atualmente constata-se um esfriamento das águas do Oceano Pacífico.


A expectativa é de que o atual período de esfriamento, demore uns vinte anos. Essa antevisão, baseia-se em séries históricas, cujos registros foram feitos ao longo de décadas.


Após externar as suas constatações, o Dr Molion fez ao encerrar a sua entrevista, duas afirmações que considerei oportunas:


A primeira, foi a de que do ponto de vista pessoal, ele era a favor de "aquecimentos globais", porque esses não costumam trazer malefícios à humanidade, ao contrário do que ocorre por ocasião de "resfriamentos globais". Infelizmente porém, o momento aponta em direção ao indesejado resfriamento.


A segunda afirmação, foi a de que embora o CO2 que despejamos na atmosfera não seja responsável pelo "aquecimento global", nem tampouco o metano expelido pelos ruminantes, cujo gás é 25 vezes mais forte que o CO2, devemos continuar com os nossos cuidados ambientais. 


Naturalmente para que possamos preservar a nossa qualidade de vida e não por acreditar que assim estaremos influenciando o nosso clima.


A idéia de "esfriamento global" portanto, me parece estimulante para um grande debate sobre a questão ambiental.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Isso é uma Vergonha!


THEÓFILO SILVA
Reprodução
Quando Hamlet pede a Polonius para tratar bem os atores itinerantes, este responde: “Senhor, eu os tratarei de acordo com os seus méritos”. Irritado com a resposta, Hamlet replica: “corpo de Deus, homem, muito melhor! Se fôssemos tratar cada homem de acordo com o seu merecimento, quem escaparia do chicote”? 
Isto é uma vergonha! Quem é que não conhece este bordão no Brasil? Qualquer um que comete um deslize moral, ético ou de natureza inconsciente, o Âncora de TV, Boris Casoy chama a câmara para si e fulmina: isto é uma vergonha! É famoso por essas justas palavras de indignação. 
No último dia de 2009, Boris estarreceu o país. Na abertura do Jornal da Band, a emissora homenageava os profissionais que estavam trabalhando na virada do ano pondo-os para falar. Sorridentes, dois garis desejaram Feliz Ano Novo para todos! Imediatamente toca o tema de abertura do jornal. Por acaso um microfone está ligado e ouvimos Boris comentando nos bastidores: “Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades... Do alto das suas vassouras... Dois lixeiros!... O mais baixo da escala do trabalho”. Disse literalmente isso rindo em tom debochado. O vídeo está no You Tube. 
Confesso que estou a caminho dos cinquenta anos, e nunca em toda a minha vida, tinha ouvido da parte de um jornalista, âncora, repórter ou outro profissional da área, declaração mais “pesada” do que essa. 
Fico me perguntando se essa “colocação” de Boris, que é muito mais do que uma mera frase, tivesse sido dita por um político, FHC ou por Lula? Não teria Boris pedido a cabeça deles no dia seguinte! Ele, que foi contra o impeachment de Collor no seu Jornal do SBT 18 anos atrás. 
Recordo que o embaixador Rubens Ricupero perdeu seu Ministério, foi execrado, e é até hoje, marcado pelo fato de ter dito nos bastidores de um dos telejornais da Globo: “o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”. 
Boris é um homem público e não pode mais usar o bordão: “isto é uma vergonha”. Tem que fazer penitência. O que ele disse é gravíssimo. Boris, o homem que substituiu Cláudio Abramo na Folha de São Paulo e que foi acusado de ser o homem de confiança do regime militar e pertencer ao Comando de Caça aos Comunistas e que trocou “a sisudez da Folha pelo besteirol de Sílvio Santos”. 
Boris não pode mais corrigir declarações de quem quer que seja. O caso de Boris não é de ato falho, há palavras demais ali. Boris mostrou que é preconceituoso e arrogante, e que seu bordão é da boca pra fora. Seu ato foi piorado pelo pedido de desculpas desprovido de humildade. 
Ele, que pede a cabeça de Políticos todos os dias. Como a política é infestada de corruptos, toda e qualquer frase infeliz ou mal colocada por um deles é explorada exaustivamente por toda a Imprensa, e com razão. Portanto, Boris não pode ser tratado de maneira corporativa já que envergonhou todos os profissionais do país! 
Sim, todos nós temos maus pensamentos e merecemos muitas vezes o “chicote”, uma punição, quando os externamos, como o quer, Hamlet! Boris precisa de uma “chicotada”, isto é, fazer um mea culpa.

É preciso passar o Brasil a limpo. Isto é uma vergonha!
Fonte: Theófilo Silva é autor do livro, A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador da Rádio do Moreno.
Para ver os vídeos: 
Gafe cometida, o pedido de desculpas e entrevista com os Garis, 
clique no título acima ("Isso é uma Vergonha!").

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano Novo - Notícia Incomum!






 O blog contador de homicídios PE Body Count (http://www.pebodycount.com.br) em parceria com a Pastoral da Saúde convoca a população pernambucana a plantar 500 mudas de árvores representando o número de vidas poupadas em 2009 em relação a 2008. Para comemorar a redução no número de assassinatos, o ato ocorre neste domingo (3), a partir das 16h, no Parque Memorial Arcoverde, na divisa entre Recife e Olinda. 
O governador Eduardo Campos participa da criação do nomeado Bosque da Esperança, e deve levar seus filhos, de acordo com a sua assessoria de imprensa. O Bosque da Esperança também é apoiado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Pernambuco (OAB-PE), Instituto Antônio Carlos Escobar (Iace) e Associação do Ministério Público (AMPPE).
O ato é ainda um convite a um momento de reflexão sobre a violência, ou sobre a paz, pois apesar da redução significativa, Pernambuco terminou 2009 ainda com 4 mil assassinatos, de acordo com a contagem do PE Body Count. 

PACTO PELA VIDA:
Lançado em 2007, o Pacto pela Vida superou, pela primeira vez, a meta de 12% de redução na taxa de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) em 2009. Em números absolutos, são 506 homicídios a menos do que em 2008. Os números oficiais dos CVLI em Pernambuco serão fechados pela Gerência Análise Criminal e Estatística da SDS no próximo dia 15.

Serviço:

O quê: Projeto Bosque da Esperança
Onde: Parque Memorial Arcoverde
Quando: Domingo (3/01), às 16h


Fonte: Jornal "Folha de Pernambuco".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Boa Viagem!




Recomeçou! 
Convido-o a manter as nossas homeostases. 
(estado de equilibio - livre de stresses).
Cruzemos os dedos.
Let´s go on!
"Tudo vale a pensa quando a alma não é pequena."
Afivelem os cintos, e boa viagem!


O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!