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quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Poder da Net.


A Mídia convencional depara-se agora também no Brasil, com outra poderosa fonte de informação: a internet.
Há exemplos, que começaram a acontecer nos estados unidos, de denúncias que jamais alcançariam espaço nos principais jormais, revistas e tv´s, se antes não tivessem criado vulto após a sua ampla discussão sobretudo através de importantes Blogs políticos.
Para conhecer um provável (ou improvável?) caso exemplo brasileiro, convido-lhe a clicar no título acima.

... A Mentira dos Homens.

Fugindo da Gripe Suína.

Subsidiárias da multinacional Smithfield Foods (Granjas Caroll), foram expulsas dos Estados Unidos (Estados da Virginia e Carolina do Norte) por danos ambientais.
Os mexicanos, vitimados primeiramente pelo neoliberalismo que acolheu o Nafta, receberam esses criadoros de porcos em seu país.
Em seguida, foram vitimados por uma gripe estranha, decorrente das péssimas condições sanitárias.
Detalhe: pelo referido tratado, a empresa norte americana não está sujeita ao controle das autoridades do país.
A matéria a seguir, de Mauro Santayana, do Jornal do Brasil, alerta para mais esse "drama dos países dominados pelo neoliberalismo".

Coisas da Política - A gripe dos porcos e a mentira dos homens.


Mauro Santayana 


O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente. 
Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata. 
O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco. 
Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias. 
As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças. 
O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS. 

Fonte : JORNAL DO BRASIL Sexta-feira, 01 de Maio de 2009 - 00:00

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"A Mulher do Lula."

Dilma acena aos jornalistas ao chegar ao Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília

Sobrenome: Rousseff; nome: Dilma; idade: 61 anos. Você não a conhece? Mas ouvirá falar dela, cada vez mais, até o fim de 2010, quando acontecerá a eleição presidencial no Brasil.Há quatro anos ela detém o segundo cargo político mais importante do país: chefe da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma espécie de primeiro-ministro não oficial. É uma função exaustiva ("Um Paris-Dacar a cada dia", ela diz), mas discreta, longe dos holofotes que se focam em Lula.
Uma discrição relativa, que já deveria ser tratada quase no passado. Pois Dilma, como muitos de seus compatriotas a chamam - evitemos "Dilminha", uma familiaridade que ela não aprecia muito - está se tornando a estrela política do Brasil.
E isso, por uma razão muito importante. O presidente Lula, a quem a Constituição proíbe de disputar um terceiro mandato de quatro anos, a escolheu como sua princesa herdeira. A menos que aconteça algo inesperado, ela será a candidata em 2010 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), fundado por Lula em 1980, e no poder graças a ele desde 2002. Imaginemos que Dilma seja eleita: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos após a eleição de um operário. Seria matar dois coelhos com uma cajadada só, e bom para a imagem da democracia brasileira.

Lula não possui herdeiro natural em um partido que ele domina com sua forte personalidade. A escolha de Dilma se impôs a ele aos poucos. É uma aposta segura. A futura candidata está na política desde sempre, e como! Ela é filha de um advogado comunista de origem búlgara. Esse intelectual bon vivant lhe transmitiu o gosto pela leitura e pelos cigarros. Ela tinha 15 anos quando ele morreu.

O golpe de Estado pelos militares em 1964 levou essa estudante idealista e determinada para o militantismo radical. Ela se juntou a uma organização que pregava a luta armada, casou com outro militante, de quem logo se divorciou, passou a estudar economia e mergulhou na clandestinidade após o endurecimento da ditadura no fim de 1968. Ela admirava Jean-Paul Sartre, os guerrilheiros vietnamitas e Fidel Castro. O encontro com um "velho" comunista de 31 anos, Carlos Araújo, que se tornaria seu segundo marido, a envolveu um pouco mais no combate.

Ela adotou nomes falsos, dos quais sua ficha de polícia ainda tem registro: Luiza, Estella, Marina. Aprendeu a manejar um fuzil, a fabricar explosivos ao mesmo tempo em que pregava a prioridade do trabalho político, da "luta de massa" sobre a ação militar. Ela não participou diretamente de nenhuma operação armada, mas esteve estreitamente associada à mais famosa delas: o roubo, no Rio de Janeiro em 1969, de US$ 2,5 milhões do cofre da amante de um ex-governador. Quando a polícia a deteve, em janeiro de 1970 em São Paulo, ela tinha uma arma em seu poder.

"Você não pode imaginar a quantidade de segredos que pode sair de um ser humano que é maltratado", ela confessou recentemente. Será que ela se referia a ela mesma? As testemunhas de então se lembram que, depois de sua detenção, ela enfrentou com coragem 22 dias de torturas. Ela só saiu da prisão quase quatro anos mais tarde: "Tive tempo suficiente para aprender a tricotar e fazer crochê".

Sua juventude agitada não causou nenhum arrependimento na ex-guerrilheira: "Nós éramos ingênuos e generosos. Queríamos salvar o mundo". Ela certamente mudou sua visão e seus métodos: "Aprendi a importância da democracia. Mas tenho orgulho de não ter mudado de lado".

Ela teve uma filha, Paula, se divorciou novamente em 2000, e no meio tempo teve uma brilhante carreira político-administrativa, especialmente como secretária de Minas e Energia em Porto Alegre, a maior cidade do Sul do país. Lula, a cujo partido ela filiou-se tardiamente, lhe ofereceu o mesmo posto em nível federal antes de lhe confiar em 2005 a "Casa Civil", onde ela rapidamente adquiriu a reputação de uma "dama de ferro".

Seus trunfos? A inteligência, a força de trabalho, as qualidades como administradora. Seu defeito? Ela nunca passou pela prova das urnas. Sob aconselhamento e auxílio de Lula, seu principal defensor, Dilma Rousseff tenta se tornar conhecida. Ela põe "o pé no barro", como se diz aqui. Há vários meses ela está em formação pré-eleitoral acelerada. Ela acompanha com frequência o presidente em suas atividades oficiais, divide os palanques com ele, cede entrevistas à imprensa. Várias vozes do PT se puseram à sua disposição para tecer uma teia nacional.

Apesar da imensa popularidade de seu principal defensor, sua vitória em 2010 não é garantida. Ela terá como provável adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo e ex-rival de Lula nas urnas, derrotado em 2002.

Como é de se esperar no Brasil, paraíso da cirurgia estética, Dilma já mudou de visual. Alguns golpes estratégicos de bisturi rejuvenesceram e suavizaram seus traços. Ela perdeu 10 kg, adotou um penteado mais moderno e mais ruivo, substituiu seus óculos de míope por lentes de contato. Ela cuida de sua maquiagem, sorri com mais frequência e usa palavras mais simples em público.

O "produto" Dilma logo estará pronto para venda. Lula lhe deixou de herança seu velho slogan de campanha, que já se ouve nos comícios do PT: "Brasil! Urgente! Dilma presidente!"


Fonte: Le Mnde - Jean-Pierre Langellier, 23/04/2009.

Tradução: Tradução: Lana Lim.




terça-feira, 14 de abril de 2009

Ainda Sobre Reconhecimento Público e Internacional.

Perguntaram ao escritor Luís Fernando Veríssimo, qual a sua opinião sobre o presidente Lula.

A resposta foi séria, verdadeira e ao mesmo tempo divertida. 

Ele disse que achava o governo Lula simplesmente decepcionante. 

Afinal, ele conseguira decepcionar ao mesmo tempo "a esquerda e a direita". 

Decepcionou a esquerda, porque não fez o que ela mais desejava.

De fato, não promoveu "o calote da dívida", as reestatizações, nem nacionalização de empresas extrangeiras, e nem sequer trombou de frente com a mídia parcial, que pode continuar como principal instrumento político da oposição (TV Globo, Folha de São Paulo, Revista Veja etc...).

Poderíamos acrescentar aos descontentamentos dos ditos esquerdistas, além das alianças que precisou fazer para governar, a posição oficial do governo em defesa de pretensos direitos do Comandante Ustra, o torturador mór da ditadura militar que o próprio Lula combateu; além da liberação apenas parcial e muito cautelosa, dos arquivos ainda secretos que contam escabrosas histórias daquele período de repressões. 

Por outro lado, segundo Fernando Veríssimo, Lula também conseguiu decepcionar a direita. 

Os direitistas, apostaram na falta de capacidade de Lula para governar. Acreditavam em um impeachment logo nos primeiros anos de seu governo. Ele nada conseguiria fazer, por falta de apoio no congresso e ainda daria vexames ao representar muito mal o país, no âmbito internacional. Nada disso porém aconteceu, e eu diria que para muitos foi não só decepcionante, como frustrante, o que até hoje a muitos deprime.

Lembro de uma amiga, que rendida à primeira eleição de Lula em 2002, comentou: "Serão 4 anos para a gente se envergonhar, mas também se divertir com o ridículo das gafes de um cara desses ao representar o país."

Relembo agora da frase acima, desculpando-me com os meus ouvidos pelas asneiras que involuntáriamente tenho permitido que aquí e alí eles escutem. Ao mesmo tempo nada mais justo foi recompensá-los ouvindo o que disse o presidente Barack Obama, sobre aquele mesmo cara, durante o recente encontro do G20, em Londres. 

Em seguida aos calorosos e elogiosos cumprimentos de Barack Obama, o primeiro ministro australiano acrescenta: O político mais popular do mundo, e com o mais longo mandato.

Se você ainda não viu e é dos que conseguem ver, é só clicar no título acima, para além do vídeo,  ler os comentários do escritor e jornalista Marcelo Carneiro da Cunha.

Fonte: Terra Magazine.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quem está doente: Adriano ou os outros?


Que sociedade é esta que, quando alguém diz que não estava feliz no meio de tanto treino, tanta pressão, tanta grana, tanta viagem, que prefere voltar à favela onde nasceu e cresceu, compra cerveja e hambúrguer para todo mundo, fica empinando pipa – se considera que está psiquicamente doente e tem que procurar um psiquiatra? Estará doente ele ou os deslumbrados no meio da grana, das mulheres, das drogas, da publicidade, da imprensa, da venda da imagem? Quem precisa mais de apoio psiquiátrico: o Adriano ou o Ronaldinho Gaucho?

O normal é ter, consumir, se apropriar de bens, vender sua imagem como mercadoria, se deslumbrar com a riqueza, a fama, odiar e hostilizar suas origens, se desvincular do Brasil. Esses parecem “normais”. Anormal é alguém renunciar a um contrato milionário com um tipo italiano, primeiro colocado no campeonato de lá.

Normal é ser membro de alguma igreja esquisita, cujo casal de pastores principais foram presos por desvio de fundos. Normal é casar virgem, ser careta, evangélico, bem comportado, responder a todas as solicitações e assinar todos os contratos. Normal é receber uma proposta milionária de um clube inglês dirigida por um sheik, ficar pensando um bom tempo, depois resolver não aceitar e ser elogiado por ter preferido seu clube, quando antes ele ficou avaliando, com a calculadora na mão, se valia a pena trocar um contrato milionário por outro.

Considera-se desequilibrado mental quem recusa um contrato milionário, para viver com bermuda, camiseta e sandália havaiana. Falou à imprensa de todo o mundo, disposta a confissões espetaculares sobre o que havia feito nos três dias em que esteve supostamente desaparecido – quando a imprensa não sabe onde está alguém, está “desaparecido”, chegou-se até a dizer que Adriano teria morrido -, buscando pressioná-lo para que confessasse que era alcoólatra e/ou dependente de drogas, encontrar mulheres espetaculares na jogada.

Falou como ser humano, que singelamente tem a coragem de renunciar às milionárias cifras, eventualmente até pagar multar pela sua ruptura, dizer que “vai dar um tempo”, que não era feliz no que estava fazendo, que reencontrou essa felicidade na favela da sua infância, no meio dos seus amigos e da sua família.

Este comportamento deveria ser considerado humano, normal, equilibrado. Mas numa sociedade em que “não se rasga dinheiro”, em que a fama e a grana são os objetivos máximos a ser alcançados, quem está doente: Adriano ou essa sociedade? Quem ter que ser curada? Quem é normal, quem está feliz?

Fonte: Blog do Emir Sader.


Mahmoud Ahmadinejad.


"Achei surpreendente que Obama tenha dado um valor tão alto para a civilização iraniana, nossa história e cultura. Também é positivo o fato de ele ter enfatizado o respeito mútuo e as interações honestas como base para a cooperação. 
Em uma parte de seu discurso, ele diz que uma nação no mundo não depende apenas de armas e força militar, foi exatamente isso o que dissemos para os governos americanos anteriores. O grande erro de George W. Bush foi que ele queria resolver todos os problemas militarmente. 
Já se foram os dias em que um país podia enviar ordens para outros povos. Hoje, a humanidade precisa de cultura, ideias e lógica"

Fonte: Der Spiegel -Entrevista com o presidente iraniano - http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/04/12/ult2682u1133.jhtm

quinta-feira, 2 de abril de 2009

As Voltas Que o Mundo Dá.


Lula e os culpados

"Na foto oficial, Lula estava sentado ao lado da rainha Elizabeth 2ª", admirou-se Fátima Bernardes, ontem na Globo. Ao lado da rainha e entre o americano Barack Obama e o britânico Gordon Brown. Todos, menos a rainha, sorrindo à solta.

Mas antes, na coletiva de Obama e Brown, Nick Robinson, da BBC, perguntou sobre a culpa de EUA e Reino Unido pela crise.

Brown respondeu remetendo a Lula. "Ele me disse: 'Quando líder dos sindicatos, eu culpava o governo; quando virei líder da oposição, eu culpava o governo; quando virei governo, culpei a Europa e a América'." Na descrição do "NYT", "laughter", risos. Foi a vingança dos olhos azuis".

De sua parte, Obama respondeu remetendo a "um professor que eu tinha na faculdade de direito, que dizia: 'Alguns são culpados, mas todos são responsáveis'." Não identificou o professor.

Já o francês Nicholas Sarkozy, ao longo do dia no destaque da Reuters Brasil, "afirma ter 'Identidade de ponto de vista total' com Lula".

Já postando de Londres, Rodrigo Alvares, do blog A Nova Corja, focou o "dia de Fórum Social Mundial no G20", com o ataque ao banco RBS.

Links para a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, no Blog http://todamidia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-03-29_2009-04-04.html#2009_04-02_11_58_28-10987816-0 

Fonte: Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sem Hipocrisia ?


No acompanhamento dos fatos "políticos" do Brasil, é impossível não perceber que hoje, as coisas acontecem como se o crime organizado já ocupasse postos estratégicos dentro e fora do governo. 


Os bandidos comandam, e tem a ajuda da imprensa dominante, capaz de iludir até as pessoas de bem que não fazem um exercício crítico do que leem.


O blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, é uma fonte confiável de onde os interessados em conhecer os bastidores tenebrosos da nossa "política", encontram informações muito importantes e esclarecedoras.


É de lá a matéria a seguir, sobre um recente pronunciamento do Senador Pedro Simon, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília, cujo tema principal foi  o combate a corrução e á impunidade.


Pedro Simon defende Protógenes e De Sanctis: não quer que eles sejam presos

                                                   12/março/2009 20:25

Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes

Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) não tem dúvida: o maior problema pelo qual passam o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto De Sanctis atende pelo nome de Daniel Dantas.


“Tu tens alguma dúvida de que se o juiz o delegado não tivessem mexido com o banqueiro não teria acontecido nada?”, indagou Simon em entrevista por telefone ao Conversa Afiada.


Para o senador gaúcho, a situação pela qual ambos passam está atrelada a um dos principais males do Brasil, a impunidade, que não vai acabar enquanto apenas “ladrão de galinha”, vai para a cadeia.


“Foi um escândalo quando se colocou um banqueiro (Daniel Dantas) na cadeia”, disse. O combate à corrupção e à impunidade foram o tema principal do discurso que Simon fez, na manhã de hoje, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.


Simon manifestou receio de que os envolvidos nas investigações da Operação Satiagraha – delegado Protógenes Queiroz, juiz Fausto De Sanctis e procurador Rodrigo De Grandis – acabem sendo presos. 


“De toda aquela confusão o que vai acontecer é que daqui a pouco, o delegado, o promotor e juiz vão terminar na cadeia”, disse Simon. “O juiz (Fausto de Sanctis) já tem processos. Se tivesse prendido o ‘João da Silva’, tenho certeza que ele não responderia processo nenhum”, completou.


Simon evitou comentar a atuação do presidente do STF, Gilmar Mendes, em relação à Satiagraha. Criticou, contudo, a proposta, defendida por Gilmar, de instituição de controle judiciário das atividades da Polícia Federal. “É um equívoco, a Promotoria já faz esse controle”, argumentou.


No lugar do controle externo da polícia, Simon propõe, por meio de um projeto de sua autoria, o fim do inquérito. Defende que a investigação policial comece imediatamente, com autorização de um juiz. “O inquérito hoje dura três, meses, seis meses, um ano. E não vale nada. Depois que o promotor faz a denúncia e, se o juiz aceitar, é que vai começar tudo”, afirmou. 


“Acho que o presidente do Supremo podia pensar nisso”, completou.


Fonte: Blog de Paulo Henrique Amorim (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Onde está a Novidade?


Em entrevista do Senador Jarbas Vasconcelos à revista Veja, ele afirma que  "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção." Uma afirmação sem novidades, apesar de inusitada. 

Afinal, como ele nunca havia dito isso,  seria de se esperar depois de tanto tempo, que nunca dissesse. 

Porque agora e para que? 

Recomendo, a quem tenha interêsse em manter-se informado sobre o que acontece nos bastidores dessa nossa política com "p minúsculo", a leitura no blog do jornalista Luís Nassif de:  "A estratégia Jarbas" (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/).


Os comentários são pertinentes, e para mim antecipam quem será o candidato a vice na  chapa de Serra. 

Se a intenção for a de angariar votos para Serra no nordeste, há um aspecto que parece não está sendo levado em consideração. O Senador Jarbas não se arriscaria a disputar a eleição para governador em pernambuco, onde perderia para o atual governador Eduardo Campos, com uma diferênça de votos ainda maior, do que aquela com que  perdeu o seu candidato na última eleição.

Do jeito que as coisas andam, Lula que na opinião de Paulo Henrique Amorim "já comeu a oposição", vai digerí-la com facilidade, até as eleições de 2010.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

De:Mandela Para:Obama.

O ex - presidente da Africa do Sul Nelson mandela, congratulou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da America, Barack Obama, em uma carta manuscrita a ele enviada, antes do dia da sua posse, nesta têrça.

"Há uma emoção especial no nosso continente nesta têrça, Senhor Presidente, pois sabemos que o senhor tem fortes laços pessoais com a Africa, e nós compartilhamos dessa emoção e orgulho."  Essa carta, distribuida pela Fundação Mandela, foi lida por Mandela.

"Você estará sempre nos nossos pensamentos como um jovem que ousou sonhar e lutar por seus sonhos."

Ele disse que a sua posse era verdadeiramente histórica, não somente para os USA, mas para o mundo, e que a eleição para este alto cargo tem inspirado as pessoas, como poucos eventos o tem feito ultimamente.
Click here!
"Em meio a todo o progresso que a humanidade fez ao longo do último século, no mundo no qual vivemos, permanecem as grandes divisões, os conflitos, as desigualdades, a pobreza e a injustiça."

Ele disse que arredor do mundo estabeleceu-se um sentimento de esperança, quando muitos problemas tem permanecido sem solução e aparentemente incapazes de serem resolvidos. 

"Você, Sr Presidente, trouxe uma nova voz de esperamça que esses problemas possam ser equacionados e que nós possamos na realidade mudar o mundo e torná-lo um lugar melhor." Disse Mandela.

Ele disse que a sua posse por alguns dias relembrou a ele a emoção e o entusiasmo "no nosso próprio país" à época da sua transição para a democracia.

"Pessoas não somente em nosso país, mas arredor do mundo, foram inspirados a acreditar que através do esforço comum, a injustiça poderia ser vencida e que juntos uma vida melhor poderia ser conquistada."

Mandela disse que a presidência de Obama trouxe a esperança de novos começos na relação entre nações, em desafios tais como na economia, no meio ambiente, no combate a pobreza e na busca da paz.

"Nós estamos cientes de que as expectativas nos resultados da sua presidência são elevadas e que as demandas  serão grandes. Nós então desejamos mais uma vez a você e a sua família força e grandeza nos dias e anos desafiadores que virão."

Fonte: Site IOL (Clique no título para ler em Inglês)
 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Deus é Contra a Guerra ... "

Passam de 300 as crianças que foram mortas.

Certo dia, comprei um cachorro. Um belo e bem cuidado cão boxer. Por ele paguei um bom prêço. O antigo dono, quase arrependera-se de vender. Se o fez mesmo assim, foi só para manter a palavra. Por isso foi fácil aceitar que eu o levasse, na condição de desfazer o negócio, caso o cachorro não aprovasse durante uma fase de experiência.

Em pouquíssimo tempo, meus três filhos pequenos estavam apegadíssimos ao Bismark. Era assim que ele se chamava. Um belo dia, ainda no período experimental, Bismark precisou ficar sozinho em casa. Cuidei para que ele ficasse ocupando apenas o espaço de um terraço. Deixei fechada a porta que dava para dentro de casa. Mas ao voltarmos, a porta que não ficara bem trancada, estava aberta. Bismark passara todo o seu tempo, mesmo dentro da casa. 

Ele havia se comportado MUITO mal. Havia puxado o rolo de papel higiênico do banheiro, que agora espalhava-se por entre as cadeiras da sala e pernas da mesa, roído duas caixas de som, aberto a porta de um armário e espalhado pelo chão da cozinha as caçarolas. Ele também fez um imenso buraco no meu colchão, onde ali depositou as suas"necessidades" ...

Você estaria deduzindo errado, se pensasse que por isso devolví Bismark.
Ele morreu de velhice, 12 anos depois, portanto cansado dos seus longos anos caninos, e cercado de todos os nossos cuidados.  

Pois bem, acabo de assistir a um Jornal do Meio Dia na TV. Não me contive com a parcialidade complascente da mídia ocidental, no rosto sem expressão do repórter que anunciava até aqui, o dia de bombardeios mais intensos de Israel contra a faixa de Gaza. 

Um prédio da ONU acaba de ser bombardeado, três dos seus funcionários foram feridos, foram destruidos mantimentos de ajuda humanitária. Um hospital já fora atingido, e não é certo quantos civis resultaram mortos. Entre eles poderão estar crianças e velhos, pois o exército Israelense tem matado indescriminadamente, além de usar o phosphoro branco. Artefato proibido, e que provoca terríveis queimaduras no corpo e danos irreversíveis a quem o aspira. Para maiores detalhes, pergunte ao Alí Químico.

A metáfora então me veio expontâneamente: 
Israel está para o meu cão Bismark, assim como a ONU está para mim.

Fica a reflexão sobre se teria razão, quem um dia afirmou:

"Deus é contra a guerra, mas fica do lado de quem atira melhor." 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Começou o Ano Novo.


Melhor será que você primeiro visite o link (http://www.obleek.com/iraq/). Nele verá a face obscura do mundo, revelada na guerra do Iraque. Em outros lugares, como na faixa de gaza, prosseguem as demonstrações cabais do que disse Sófocles, no século IV a.C.: "Há muita violência na vida, e nada é mais violento do que o homem."

Depois, para contrastar, assista o vídeo acima, do autor Matt (http://www.wherethehellismatt.com).
Ele parece lembrar que "Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, são as idéias." (Victor Hugo, séc. XIX).

Começou o ano: vamos lá sentir as nossas tristezas e alegrias.
  

O Sexto Sentido.

Uma Volta ao Mundo, Dançando!